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# [Fórum Mundial da Educação] ........ da cobertura realizada pela Agência Carta Maior:
:: Mudança conservadora impõe agenda política para educadores Em debate sobre a Escola Cidadã e o processo de mercantilização que a cerca, educador adverte para o surgimento de formas mais sutis de privatização. Segundo José Clóvis de Azevedo, enfrentar isso exige reflexão política mais profunda. Marco Aurélio Weissheimer 30/07/2004 :: Escola é ponto de partida para democratização da mídia Fórum Mundial de Educação chega a seu terceiro dia, em Porto Alegre. Educadores defendem que democratização dos meios de comunicação pode ser conquistada com novas disciplinas nas escolas. Idéia é preparar alunos para interpretar mídia e discutir problema da concentração da imprensa. Bia Barbosa 30/07/2004 :: Educador popular adverte para armadilhas neoliberais Para Oscar Jara, hegemonia neoliberal coloca várias armadilhas no caminho dos educadores. "Precisamos refletir sobre a possibilidade de que estejamos contaminados em nossas práticas diárias por esse modelo mercantilista hegemônico", advertiu durante debate em Porto Alegre. Marco Aurélio Weissheimer 30/07/2004 :: Educadores devem reaprender a escutar a juventude, diz Gadotti Qual a saída, para que a escola deixe de decepcionar e passe a ser interessante para a juventude? Moacir Gadotti responde: "Sobretudo, escutar. Temos dificuldade de ouvi-los, mas temos de ouvi-los. Temos, como dizia Paulo Freire, de fazer a leitura do mundo com o jovem". Katarina Ribeiro Peixoto 30/07/2004 :: O senso da travessia Esta foi uma expressão do professor Gaudêncio Frigotto, durante do III Fórum Mundial de Educação, para retratar a necessidade de se passar adiante de um sistema educacional baseado nas diferenças entre os "condenados da terra" e os "salvos". Flávio Aguiar 30/07/2004 :: Educador destaca poder do currículo oculto para "dizer não" Para Michael Apple, da Universidade de Wisconsin, professor precisa ser perturbado a recusar ofensiva conservadora na educação. Katarina Ribeiro Peixoto 30/07/2004 :: Mudança conservadora impõe agenda política para educadores Em debate sobre a Escola Cidadã e o processo de mercantilização que a cerca, educador adverte para o surgimento de formas mais sutis de privatização. Segundo José Clóvis de Azevedo, enfrentar isso exige reflexão política mais profunda. Marco Aurélio Weissheimer 30/07/2004 :: Aumento de gastos passa por renegociação com o FMI Romualdo Portela, da USP, governo deve renegociar com o FMI e tirar gastos sociais do superávit. Para Francisco Fernandes, secretário de Educação Básica do MEC, debate no governo sobre aumento de verbas para o setor em 2005 já começou. Fernanda Sucupira 30/07/2004
Forum Mundial de Educacao
# Pessoal A TV Carta Maior esta transmitindo as conferencias do Forum Mundial de Educacao pela Internet. Aqui: http://www.tvcartamaior.com.br/ Agora estou assistindo a conferencia de Michael Apple, som perfeito, traducao simultanea. programa resumido: http://www.portoalegre.rs.gov.br//fme/up_arquivo//Programação%20resumida19-07.doc [], Suzana # ALÉM DO CAPITAL Conferência com István Mészáros abrirá Fórum Mundial de Educação (leia mais)Marco Aurélio Weissheimer - 26/07/2004 Filósofo húngaro participará da abertura do III Fórum Mundial de Educação, que começa dia 28 em Porto Alegre. Mészáros falará sobre os desafios para a educação não ser subjugada pelo capital. # ![]() [blogs e política] What’s Being Said Right Now... More on blogging and DNC Blogging the DNC Convention Bloggers aposto que nesta eleição a coisa começa por aqui e, na próxima, pega fogo. # [notícias] Jovens doutores ficam mais uma vez sem resposta
Reunião da SBPC deixa claro: ainda não há soluções para um debate que se arresta há anos. [...] Nos anos 80, o Brasil não formava nem mil doutores por ano. Hoje, esse número cresce em ritmo acelerado. [...] Os resultados são ótimos: o Brasil está alcançando a média de países desenvolvidos. Mas há algo preocupante: o mercado não consegue absorver tanta gente. [continue lendo] Reforma universitária tende a beneficiar o capital e sucatear o ensino público A opinião foi externada por Ângela Carvalho de Siqueira, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), durante o simpósio "Reforma Universitária: sob a ótica da OMC", apresentado nesta quarta-feira na Reunião Anual. [continue lendo] # ![]() [Mészáros] Estará em Porto Alegre para o Forum Mundial de Educação e dará uma conferência dia 29, quinta-feira, 19h, no Salão de Atos do Colégio Rosário [ver folder no InTramse]. Certamente, será possível comprar seu novo livro na feira que costuma ter no Gigantinho. Há dois anos, consegui comprar o Para Além do Capital, em Caxambu-MG, durante a ANPED, por um preço mais acessível, durante o lançamento. Vamos ver o que oferecem.
A Agência Carta Maior publica alguma coisa sobre o livro e sobre as andanças de Mészáros no Brasil. "Em O poder da ideologia, o autor de Para além do capital, transita do abstrato ao real, do global ao local, do passado ao presente com impressionante força e densidade, dissecando de forma crítica o pensamento de alguns dos ícones da academia na atualidade como Jünger Habermans, Max Weber e Theodor Adorno. Avalia o movimento socialista, de suas origens à socialdemocratização dos partidos comunistas, situando a ideologia em seu próprio contexto histórico e sublinhando suas funções transformadoras. Mészáros também combate os mitos da neutralidade ideológica e da pureza científica, ao analisar o papel da ciência como legitimadora de interesses ideológicos. E expõem a importância de uma ideologia da emancipação para superar o capitalismo." # [Colóquio com Mirca Madianou] Professora do Departamento de Sociologia de Cambrigde, Autora do Livro: Mediating the Nation
Quando: 27/07/2004 – Terça-feira Hora:13hs Local: PUCRS - Prédio 11 - Auditório 9°andar Entrada Franca # [Cuba supera crise e mantém conquistas sociais, diz Cepal ] Estudo da Cepal mostra que Cuba mantém elevados seus índices de desenvolvimento social, apesar das dificuldades trazidas pelo fim do bloco socialista e pelo bloqueio dos EUA. O país é que mais gasta na área social na América Latina e no Caribe.
Da Redação 15/07/2004 Cuba preservou as principais conquistas sociais que obteve após a revolução de 1959, apesar da desistegração do bloco socialista no final dos anos 80 e do bloqueio econômico dos Estados Unidos. A conclusão é de uma pesquisa da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (Cepal), o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas, de Cuba. O resultado surpreendeu por causa das enormes dificuldades que Cuba tem enfrentado nos últimos anos. Sem a União Soviética, o país perdeu de maneira abrupta seus tradicionais mercados de exportação, fontes de aquisição de bens e linhas de financimento externo. Ao mesmo tempo, a pressão do governo norte-americano faz de Cuba um país à parte do sistema mundial, com dificuldade de estabelecer pleno comércio com alguns países e de se inserir internacionalmente. Mas os cubanos superaram esse desafio, com um dado invejável: o governo aumentou seu gasto social entre 1997 e 2002, superando os 30% do Produto Interno Bruto (PIB), ou cerca de US$ 1600 por habitante. É o maior gasto social entre todos os países da América Latina e do Caribe. O segundo maior, que é o Panamá, fica bem atrás: são US$ 1300 por habitante, ou 25% do PIB. No Brasil, o gasto social em 2002 ficou próximo a US$ 950 por habitante, o que dá menos de 20% do PIB. A Cepal elogia as políticas de Cuba ao constatar a " importância de se colocar o bem-estar social no centro da política de desenvolvimento", e conclui dizendo que "o governo (cubano) preserva esse propósito". Leia mais na página da Cepal. fonte: Agência Carta Maior # [eventos] IV EDUCERE - PUCPR e II Congresso Nacional da Área de Educação
Envio de trabalhos: até 15/08/2004 Data: 18 a 20/10/2004 Site: www.pucpr.br/educere V Pedagogia em Debate Curitiba, PR - dias 21 e 22 de outubro Local: Universidade Tuiuti. Promoção conjunta do PPG-Ed - Mestrado em Educação e do Curso de Pedagogia da UTP. Informações: emonteiro@utp.br, iolanda.cortelazzo@utp.br Mestrado em Educação Brasileira da Universidade Federal de Alagoas INSCRIÇÃO: Período: 20/07/2004 a 20/09/2004. Inscrições pelo Correio, para residentes fora de Maceió, por entrega expressa (SEDEX): data de postagem impreterivelmente até 20/09/2004. Local: Secretaria do PPGE / CEDU / UFAL, Bloco 10, 1º andar. Campus A.C.Simões, AL 104 N, km 14, Tabuleiro do Martins CEP: 57072-970 Maceió, AL Fone: (082) 214-1196 Fax: (082) 214-1192 Home Page: www.cedu.ufal.br Email: ppge@cedu.ufal.br Oficinas Especiais de Arte-Educação A Fundação Iberê Camargo apresenta o programa de oficinas especiais de arte- educação para a temporada de 2004. Informações Fundação Iberê Camargo Rua Alcebíades Antônio dos Santos, 110 Nonoai, Porto Alegre - RS CEP: 91720-580 Fone: (51) 3242.1247 educativo@iberecamargo.org www.iberecamargo.org.br Colóquio Franco-Brasileiro de Filosofia da Educação: “O devir-mestre” - Entre Deleuze e a educação UERJ, Campus Maracanã, 18-19 de Novembro de 2004 Convidados: David Lapoujade (Université Paris I), François Zourabichvili (Université Paul-Valéry Montpellier III), René Schérer (Université Paris VIII), Stéfan Leclerq (Fonds Doumentaire Gilles Deleuze, Paris) Inscrição de trabalhos até 15 de setembro de 2004 Maiores informações: www.filoeduc.org/deleuze e-mail: deleuze@filoeduc.org I ENCONTRO CATARINENSE DE ARTE SEM BARREIRAS ARTE: FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO Início: 16/09/2004 - Término: 18/09/2004 Informações: www.ced.ufsc.br/artesembarreiras.htm Congresso Internacional sobre Pesquisa (Auto)biográfica - I CIPA Acontece na PUCRS, em Porto Alegre, de 08 a 11 de setembro de 2004 O evento é uma promoção conjunta das seguintes instituições: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS; Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS; Universidade Federal de Santa Maria - UFSM; Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS; Sociedade Brasileira de História da Educação - SBHE -, e da Associação Sul-rio-grandense de Pesquisadores em História da Educação - ASPHE. Informações: http://www.pucrs.br/eventos/cipa World Culture Open - Torneo Mundial de las Culturas http://www.worldcultureopen.org/ Nueva York primero (9-11 sep. 2004) y en Corea a continuación (12-19 sep.2004). # [Mészáros em Porto Alegre]
# [Dois olhares sobre o mesmo fenômeno] Acesso à internet aumenta competitividade DA REPORTAGEM LOCAL O acesso à internet é, considerado individualmente, o bem que mais interfere de forma positiva na performance escolar. A pedido da Folha, a equipe de estatísticos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tabulou, separadamente, cada item de consumo que os candidatos possuem em casa. Em seguida, fez-se o cruzamento entre esses dados e o desempenho na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O fator "renda" interfere -e muito- no desempenho dos estudantes. Alunos de famílias com renda até um salário mínimo por mês, por exemplo, têm média na prova objetiva do Enem de 38 pontos. Quando a renda familiar é superior a 30 salários mínimos, a média atinge o pico de 69 pontos. A diferença entre os mais ricos e os mais pobres atinge, assim, a marca dos 31 pontos. Em todas as faixas de renda, observa-se a proporcionalidade direta entre riqueza e conhecimento, como se o histórico escolar tivesse se convertido em atestado de rendimentos. "Longe de ampliar as oportunidades, a escola tem reforçado a desigualdade", lembra a psicóloga Rosely Sayão. Ter ou não ter É, contudo, quando se observam os pesos específicos da posse de cada bem na performance escolar que surgem as grandes novidades. Pode-se, comparando as notas de quem tem o bem com as dos que não o têm, ver a contribuição dessa posse ao aluno. Assim, ter aparelho de TV, o bem mais "democrático", presente em 96,9% dos domicílios dos estudantes, representa 8,4 pontos a mais sobre quem não tem. No extremo oposto, o bem mais "elitista" é a TV por assinatura, presente em apenas 14,3% dos domicílios dos alunos. Ter esse bem implica 14,1 pontos a mais sobre quem não tem. Muito menos elitista do que a TV por assinatura, o acesso à internet é um bem de que 30,3% dos estudantes dispõem em casa. E, nesse caso, ter internet implica obter 15,8 pontos a mais do que quem não tem. É o bem campeão em vantagens para o aluno. No vice-campeonato está a posse de um microcomputador. Presente em 36,7% dos lares dos alunos, ter um micro equivale a um ganho de 15,1 pontos. Ainda que não conheçam o peso específico da posse de um micro e do acesso à internet, os alunos parecem compreender a importância desses bens. Quando não os têm em casa, procuram-nos na escola ou fazem cursinhos de computação. As críticas mais ácidas feitas à escola foram dirigidas ao item "acesso aos computadores". Nada menos do que 63,54% consideraram suas escolas "insuficientes a regulares" nesse quesito. Essa fome digital alimenta o mercado de cursinhos de informática, de todas as atividades extra-escolares, a mais freqüentada pelos estudantes que estão concluindo ou em vias de concluir o ensino médio. Mais da metade deles (53,6%) está matriculada num desses cursinhos, contra 25,6% que fazem escolas de idiomas ou 21,5% que freqüentam cursos pré-vestibulares. A prevalência das escolas de computação acontece até mesmo em relação à prática de atividades esportivas, declarada por 43,8%. Curiosamente, a freqüência a uma escolinha de computação é a única atividade extra-escola que parece influenciar negativamente na performance na prova do Enem. Os que fazem escola de computação têm pontuação média igual a 47,8. Quem não faz pontua 52. (LAURA CAPRIGLIONE) Folha de S. Paulo, 19 de julho de 2004 == # == Retrato da exclusão DÉBORA AMORIM O resultado de maior impacto, de acordo com o estudo, foi verificado no indicador bem-estar residencial. Estudantes que vivem em famílias com bens associados ao poder socioeconômico – como TV, computador, acesso à Internet, carro e telefone – chegam a obter média 22 pontos acima (63) que aqueles desprovidos ou com pouco acesso a esses itens de bem-estar (41). As condições físicas da escola também se traduziram em diferenças nos resultados acadêmicos. A média dos participantes que estudaram em escolas com melhor infra-estrutura foi de 55, e, com piores condições, 48. Para a coordenadora do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da UnB, Raquel de Almeida Moraes, "os resultados refletem a exclusão de classe no Brasil". "Isso é assim há mais de 30 anos", afirma. A especialista alerta, portanto, que é preciso investir em políticas de inclusão. Jornal de Brasília, 16 de julho de 2004 # [movimentos sociais] do tipo sem fio. J O Bikes against Bush vai atacar na convenção republicana em Nova York. Kinberg planeja pichar as ruas de Manhattan com mensagens anti-Bush usando a Magicbike, um hot spot móvel que provê conecção gratuita a internet onde esteja andando ou estacionada. [pequei no theunofficialbluetoothweblog] # [Atividade do TRAMSE] Colegas do TRAMSE! Na próxima quinta-feira, dia 22/07, estaremos recebendo a Profª Drª Tania Raitz e o Prof. Dr. Lucídio Bianchetti para uma atividade do Núcleo de Pesquisa. Em meu nome e no da Profª Marlene Ribeiro, Coordenadora do TRAMSE, convido todos e todas para estarem conosco e convidarem à quem julgarem que este encontro possa interessar. Em especial, saliento a importância desta atividade para orientandos e orientandas em momento de elaboração de projetos e de relatórios de pesquisa. Carmen CAMINHOS DE PESQUISA EM TRABALHO E EDUCAÇÃO # [academia ...] ![]() :: elaborada em stripcreator, clique na imagem para ver em tamanho natural. # [ Reforma universitária vista pelo sistema privado] José Walter Pereira dos Santos, diretor-executivo da Associação Nacional das Universidades Particulares, comenta o processo de mudança no ensino superior promovido pelo Governo e fala sobre preocupações das instituições privadas, como a qualidade do ensino e a formação do corpo docente
Eduardo Gerarque escreve para a Agência Fapesp: A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) representa 80% das escolas superiores privadas no Brasil. Para cuidar do interesse de seus associados, sejam eles filantrópicos, sem ou com fins lucrativos, a entidade tem acompanhado de perto os caminhos da reforma do ensino superior do Brasil, que está sendo conduzida pelo Governo Federal. Em entrevista à Agência Fapesp, José Walter Pereira dos Santos, diretor-executivo da associação sediada em Brasília, fala sobre os principais temas que costumam preocupar os atores envolvidos no processo da reforma, principalmente quando as universidades particulares entram na discussão. Para ele, por exemplo, qualidade é uma questão fundamental. Favorável às cotas e ao programa Universidade para Todos, que pretende destinar vagas nas instituições particulares para quem sair das escolas públicas do ensino médio, Santos desmente que esteja ocorrendo uma demissão em massa de doutores nas escolas privadas. Afirma também que a Anup não é contrária ao fechamento de instituições que oferecem cursos de baixa qualidade. - Como está o processo de reforma da educação do terceiro grau? José Walter Pereira dos Santos - Até agora está sendo conduzido de forma muito positiva. A pedagogia usada é democrática. Participo de reuniões e audiências sobre o tema no Ministério da Educação, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e tenho visto que todos os setores envolvidos estão tendo a chance de participar dos debates. - Além da reforma do ensino superior, há outros projetos, como o das cotas. Na sua opinião, eles também estão sendo conduzidos de forma positiva? Santos - Antes de mais nada, é importante fazer essa separação. Uma coisa é o processo da reforma universitária, onde existem diversos pontos, como a autonomia, que foram definidos por todos e estão sendo discutidos. O resultado disso será um anteprojeto de lei orgânica do sistema de ensino de terceiro grau que deverá ser encaminhado ao Congresso em novembro. Outra coisa são as questões pontuais, nas quais estão inseridas situações emergenciais que exigem uma solução muito mais rápida. Estamos falando do programa Universidade para Todos e do Programa Integrado de Inclusão Social. É dentro desse último que entram as cotas, que são um instrumento para a inclusão social, seja ela racial ou para deficientes físicos, índios, detentos e assim por diante. - Dentro desse contexto, então, as cotas são consideradas positivas pelas universidades particulares? Santos - Não vemos a questão das cotas como uma solução geral, uma panacéia. Ela não vai resolver de forma definitiva a inclusão social, mas tem o seu aspecto positivo, desde que aplicada dentro de uma política mais ampla e ao lado de outros instrumentos. Também é importante a questão do instrumento que está sendo criado para a aplicação desses conceitos. Temos participado de vários debates com o Governo Federal para a elaboração do projeto de lei. O texto está caminhando para uma solução, pode ser que não provoque um consenso geral, mas vai contar com um apoio bastante grande da comunidade universitária. Com toda a certeza, tanto o Universidade para Todos como o programa das cotas serão implementados até o fim do ano. Eles vão ter uma solução, mesmo que parcial. - A qualidade do ensino superior privado deve fazer parte da reforma, em algum momento? Santos - Quando se fala de qualidade, a posição que a Anup tem é idêntica à do Ministério da Educação: o que interessa é ter um ensino de qualidade. É importante lembrar que o país tem um sistema de ensino que ele mesmo construiu. Ninguém monta uma escola para fazer benefícios para a sociedade toda. Os empresários do setor resolveram usar recursos disponíveis na iniciativa privada para investir em educação. Compete ao Estado ter um controle da qualidade. Por isso, é muito importante um sistema de avaliação. Claro que existem escolas que não têm qualidade. Então, que elas sejam fechadas. Não temos nada contra isso. - Isso ajudaria a aumentar a qualidade do ensino? Santos - Uma manchete no jornal, do tipo “MEC fecha escolas”, chama a atenção e ajuda a vender jornais, mas, do ponto de vista pedagógico, é um retrocesso. Qualquer mudança que se fizer na reforma precisa ter base na qualidade. Se ela não for melhorada, ou não tiver um patamar mínimo aceitável, não vai adiantar nada. É muito mais importante ter um sistema de avaliação de recuperação do que ações punitivas. Claro que dentro dessa questão existem diferenças importantes. Uma Universidade de São Paulo e uma escola isolada lá no meio da Amazônia precisam ser olhadas de formas diferentes. As duas têm funções sociais. No Norte do país, é melhor ter uma escola de nível, ainda que não seja tão qualificada quanto a USP, do que não ter nada. Mas se a escola for desonesta, uma arapuca ou falsificadora de diplomas, ela deve ser fechada. - Além da qualidade, ainda temos a questão da quantidade. O setor do ensino superior privado ainda está longe da saturação? Santos - Sim, ainda existe uma demanda enorme. O Brasil tem hoje na universidade 9% da população que deveria estar ali. Para se chegar próximo à média mundial, o número deveria ser 30%. Quem fala por aí que existe faculdade de sobra não tem conhecimento da realidade nacional. Há uma falta enorme de instituições de ensino superior privado. Claro que essa expansão precisa ser feita dentro de um processo racional de desenvolvimento. O ensino particular hoje ocupa 80% do mercado não porque ele quis, mas porque o Estado foi omisso e não investiu no ensino público. Claro que não defendemos a tese de que o ensino público não deva crescer também. Ele precisa se desenvolver, e muito. As grandes universidades precisam manter seus sistemas de pesquisa básica. Isso é fundamental para o desenvolvimento do Brasil. - Não é papel das universidades particulares investir também em pesquisa? Santos - A universidade, para fazer jus a esse nome, tem que investir em ensino, pesquisa e extensão. Esses são os principais pilares da universidade, seja ela pública ou privada, que estão previstos, inclusive, na Constituição brasileira. A pesquisa é essencial. Enquanto as investigações de caráter aplicado são mais baratas, por serem encomendadas pelas indústrias, a pesquisa básica é mais complicada de ser feita pelas universidades privadas. Sem ajuda do Estado, fica difícil. A única fonte de renda que o setor privado tem é a mensalidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, mesmo nas escolas privadas é a sociedade, por meio das grandes empresas, que sustenta os projetos de caráter básico. No Brasil, essa tradição está começando agora. As universidades com qualificação tendem a conquistar esse espaço. - O número de doutores nas universidades privadas é suficiente para assegurar os padrões de qualidade necessários? Santos - A questão dos doutores tem um lado positivo e outro negativo. É notório que tem havido uma migração forçada de professores altamente qualificados do sistema público para o privado. Isso por causa da reforma da previdência, dos salários baixos e da falta de investimento nos próprios centros de pesquisa. Uma série de fatores que têm ocorrido nos últimos 30 anos causaram esse processo. Uma leva enorme de professores, por exemplo, se aposentou do ensino público. Outro grupo, mesmo no meio de suas carreiras profissionais, também deixou o setor público por causa dos baixos salários. Conheço casos em que departamentos inteiros ficaram inviabilizados porque apenas um ou dois professores resolveram ficar. Há dois ou três anos, professores deixaram a Universidade de Brasília, onde ganhavam R$ 1 mil ao mês, para receber R$ 5 mil nas escolas privadas. Se de um lado esse quadro favoreceu as escolas privadas, ele é negativo para o sistema público. Para as escolas privadas, ao mesmo tempo que isso eleva os custos, também se torna um investimento importante. São facetas que o Brasil tem. Isso não significa que um sistema é melhor que o outro ou o contrário. - Mas tais escolas não estão dispensando esses mesmos doutores para diminuir os custos? Santos - Quem estiver fazendo isso está dando um tiro no próprio pé. Com toda a certeza, dispensar pessoas altamente qualificadas somente para ganhar a curto prazo é um equívoco. Claro que isso depende de um estudo econômico e financeiro, caso a caso. Algumas instituições, como ocorre em qualquer setor, estão passando por dificuldades. Conheço um caso ou outro onde estejam ocorrendo essas dispensas, mas essa não é a disposição nacional, muito pelo contrário. (Agência Fapesp, 14/7) # ![]() [Fragmentos da Utopia no século XX: Pablo Neruda] "A América Latina gosta muito da palavra ‘esperança‘. Agrada-nos que nos chamem ‘continente da esperança‘. Os candidatos a deputados, a senadores, a presidentes se auto-intitulam ‘candidatos da esperança‘. Na realidade esta esperança é algo assim como o céu prometido, uma promessa de recompensa cujo cumprimento se adia. Adia-se para o próximo período legislativo, para o próximo ano ou para o próximo século." (Confesso que Vivi, pág. 368) :: ler o artigo na Agência Carta Maior # [Iniciação Científica - UFRGS] Estão abertas as inscrições para o XVI Salão de Iniciação Científica e XIII Feira de Iniciação Científica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mais informações pelos fones: 3316-4102/3209/3415, no site: http://www.ufrgs.br/propesq, ou pelo e-mail salao@propesq.ufrgs.br # [defesa!] :: Mara Nibia da Silva, orientanda da professora Carmen Machado, defenderá seu projeto de dissertação de mestrado: O trabalho acadêmico do professor, do curso de graduação em medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no processo de constituição de mudanças na educação médica. Na banca os professores doutores Augusto Nibaldo Silva Triviños, Elaine Cláudia Ribeiro, Jussara Gue Martini e Marlene Ribeiro.
Data: 09/07/2004, sexta-feira, às 14 h. Local: sala 703 da FACED # ![]() [Batalha de Porto Alegre ] Eleições à vista e um quadro histórico/político totalmente atípico. Este artigo de Weissheimer para a Agência Carta Maior traduz muito bem o que estamos enfrentando e vamos enfrentar nestas próximas eleições. Mais ainda, alerta para que não percamos a perspectiva da historicidade do processo e nem nos deixemos embalar pelo espetáculo.
Há um debate maior sendo travado na capital gaúcha, e ele não se limita à experiência da cidade. Oposição ao PT tenta se apropriar de símbolos que sempre combateu. Primeiro debate na TV mostrou isso e reafirmou que a campanha será dura. Vale a pena ler! # [Argumento] Novo texto no argumento:
Gramsci e a formação humanística - por Dileno Dustan Lucas de Souza, publicado em jul/2004 [artigo] .... além disso, a página foi toda reconfigurada para facilitar o acesso e a leitura. # ![]() [Bocas del Tiempo] O novo livro de Eduardo Galeano. O mercado global Árvores de cor canela, frutos dourados. Mãos de mogno envolvem as sementes brancas em pacotes de grandes folhas verdes. As sementes fermentam ao sol. Depois, já desenvolvidas, o sol as seca, ao relento, e lentamente as pinta de cobre. Então o cacau inicia sua viagem pelo mar azul. Desde as mãos que o cultivam até as bocas que o comem, o cacau é processado nas fábricas da Cadbury, Mars, Nestlé ou Hershey, e vendido nos supermercados do mundo: para cada dólar que entra em caixa, três centavos e meio vão para as aldeias de onde vem o cacau. Um jornalista de Toronto, Richard Swift, estava em uma dessas aldeias, nas montanhas de Gana. Percorreu as plantações. Quando se sentou para descansar, sacou de sua mochila umas barras de chocolate. Antes da primeira mordida, encontrou-se rodeado de meninos curiosos. Eles nunca haviam provado aquilo. Ficaram encantados. :: dica de Planeta Porto Alegre. # [Fórum Social Mundial 2005] “Um Outro Mundo é Possível” Fórum Social Mundial 2005 Porto Alegre (Brasil) – 26 a 31 de janeiro de 2005 Chamamento a intérpretes, tradutores/as e técnicos/as voluntários/as
Em 2005, o Fórum Social Mundial (FSM) vai acontecer na cidade de Porto Alegre, remodelando ruas, praças, armazéns e parques, procurando transformar em realidade algumas das alternativas que propomos para um outro mundo. O Comitê Organizador do FSM definiu uma forma ainda mais inclusiva e participativa para organizar o evento de 2005. O processo busca a participação e a interação crescentes, não apenas nos discursos e no encontro de idéias, mas também na forma como o próprio Fórum será realizado. Uma novidade desse processo é a consulta temática que já está no ar (www.consultafsm.org.br), através da qual se busca identificar questões, problemas, desafios e propostas para o FSM 2005. O trabalho voluntário é um componente-chave desse avanço, que deve integrar, entre outros aspectos, processos culturais, uma arquitetura que respeite o meio ambiente e práticas de economia solidária. Dentro dessa perspectiva, outra decisão política importante foi a de que todo o trabalho relacionado à tradução, que envolve intérpretes, tradutores e técnicos, será voluntário e que os equipamentos levarão em conta a economia solidária e o uso de software livre. Tudo isso reforça a idéia de que esse trabalho não é mais um “serviço” a ser contratado, mas sim um esforço de convergência e militância: uma maior diversidade de idiomas leva a uma representação mais ampla de culturas e, portanto, a uma maior participação. Para garantir a tradução simultânea e escrita e o apoio técnico para a tradução durante o FSM 2005 serão necessárias ao redor de 1.400 pessoas. Partimos das seguintes premissas: - O trabalho deve ser 100% voluntário - Prioridade para voluntários/as da região (estados brasileiros e países vizinhos) - A ampliação dos idiomas oficiais para 12: castelho, inglês, francês, português, árabe, chinês, russo, hindi, telegu, japonês, quéchua, suahili e, se possível coreano e tailandês. - Esse chamamento diz respeito única e exclusivamente ao evento do FSM. Outros eventos paralelos, embora relacionados ao FSM, não estão incluídos. Convocamos pessoas que, além do seu idioma materno, dominem um outro idioma e, sobretudo, intérpretes e tradutores profissionais que se disponham a realizar esse trabalho voluntário como parte de uma militância para com o movimento altermundialista e contra a guerra. Para ser voluntário durante o evento FSM 2005, é necessário estar disponível por um mínimo de 8 dias: de 24 a 31 de janeiro (do começo ao fim do evento) de 2005. Buscaremos encorajar a participação voluntária local, além de hospedagem e alimentação solidárias. Já a tradução escrita pode ser realizada desde já e durante o evento sem que a presença física no local seja necessária. O Comitê Organizador do Fórum Social Mundial convida você a participar de uma das experiências mais desafiadoras desde a criação do Fórum Social Mundial. Sua participação é essencial. Traduzindo os debates do FSM, você vai tornar possível a participação ativa de mais de 100.000 pessoas, independente do conhecimento que tenham de idiomas estrangeiros. Você pode inscrever-se como voluntário através das redes Babels ou Nomad, dependendo da sua disponibilidade, vontade e habilidade. Se você quiser trabalhar com interpretação simultânea e tradução voluntária, por favor inscreva-se no site www.babels.org/registration – clique em fsm-wsf 2005 (intérpretes) ou transtrad (tradução escrita). Contatos: Argentina – fsm-argentina@babels.org Brasil – fsm-sul@babels.org e fsm-norte@babels.org Colômbia – fsm-colombia@babels.org Peru – fsm-peru@babels.org Uruguai – fsm-uruguay@babels.org Estados Unidos – fsm-usa@babels.org África – fsm-africa@babels.org Europa – fsm-europa@babels.org Se ainda não existir um contato em sua região, não hesite em escrever para poa2005@babels.org. Se você quiser trabalhar como voluntário com equipamentos de tradução, por favor, faça sua inscrição no site http://www.apo33.org/open-nomad/ No marco do FSM, Nomad propõe técnicas alternativas para equipar as salas de conferência para tradução simultânea. Há dois componentes fundamentais nos projetos da Nomad: transmissão de voz nas salas de conferência e digitalização de sinais de voz. Tudo será desenvolvido no espírito do software-livre: trabalho de colaboração e conhecimento compartilhado. As tarefas envolvem o trabalho com: - Transmissores de rádio FM - Equipamento de áudio (mesas de mixagem, cabeamento) - Transmissão eletromagnética com “círculos de cobre” - Software e computadores (Linguagem C em Linux / Desenvolvimento de Interfaces com GUI / Experiências com processamento de som digitalizado) Contato: enviar mensagem em branco para nomad-poa2005-subscribe@apo33.org.Para perguntas e informações: nomad-poa2005@apo33.org Para mais informações sobre o FSM: www.forumsocialmundial.org.br . Qualquer dúvida, escreva a: fsmtradesp@forumsocialmundial.org.br |
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