|
|
|
# [diversas] :: Capes recebe inscrições para novos cursos de pós-graduação
Capes recebe inscrições para novos cursos de pós-graduação Abertas até 16 de julho na Capes as inscrições para a regulamentação de novos cursos de mestrado, mestrado profissionalizante e doutorado. As instituições de ensino superior públicas e privadas que quiserem submeter cursos novos à avaliação da Capes devem preencher o formulário disponível no site www.capes.gov.br :: Conselho Deliberativo do CNPq reforça importância da Iniciação Cientifica e diz que alunos não são mão-de-obra para pesquisadores O presidente do CNPq, Erney Camargo, representando o CD, defende em carta a pesquisadores, docente e dirigentes de instituições de pesquisa e ensino, em 23 de junho, a função educativa e formativa da IC. Jornal da Ciência ::Qualidade do ensino depende de formação dos educadores Por estar relacionada aos primeiros anos do desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, a educação infantil apresenta complexidades que precisam de atenção especial do educador, avaliam especialistas. Mas não é isso que costuma ocorrer. Agência Carta Maior :: Unesco pede mais recursos e política de Estado para setor Para organismo das Nações Unidas, financiamento da Educação deve ser uma política massiva, contínua e apartidária porque os investimentos na área, além de combaterem o desemprego e os baixos salários, são determinantes para o crescimento econômico do país. Agência Carta Maior # [Levy e a complexidade] Aprender em um mundo complexo, artigo de Pierre Lévy O que é a complexidade? Em primeiro lugar, essa idéia implica uma multidão incontável de circuitos causais entremeados a uma profusão de acontecimentos.
Pensemos, por exemplo, na interação das moléculas de ar que respiramos, no metabolismo de nosso próprio corpo, na vida da biosfera ou na história da cultura humana. Os sistemas complexos são interligados por uma rede causal cujos anéis exploram as ordens de grandeza até uma interdependência definitiva e não conhecida. Em segundo lugar, a complexidade supõe uma grande variedade de indivíduos distintos organizados em hierarquias entrecruzadas de espécies e de superespécies, em um número potencialmente ilimitado. As interações quânticas nos pensamentos, quando nos debruçamos com precisão e atenção suficientes sobre os acontecimentos singulares que interligam os indivíduos que povoam os sistemas complexos, permitem que descubramos que suas relações são essencialmente imprevisíveis, indetermináveis. Em terceiro lugar, a complexidade implica a noção de transformação ontológica, de mudança radical. Ela abrange não apenas o surgimento e o desaparecimento de indivíduos mas também o aparecimento de novos tipos de seres e a aniquilação de espécies inteiras. Essa impermanência radical conduz a diferenças de duração. Ela permite que subsistam, em meio ao domínio geral, pequenas ilhotas mais ou menos estáveis —memórias mais ou menos longas. Hoje damos o nome de evolução a esse acúmulo do durável, ou a essa reiteração do reproduzível, que nossos ancestrais chamavam de criação. Em suma, os sistemas complexos são: a) interdependentes; b) agitados por multidões variadas de indivíduos cujas interações são parcialmente imprevisíveis; c) suscetíveis a uma impermanência radical. Podemos acrescentar que a complexidade se torna maior na medida em que a unidade, a multiplicidade e a evolução são intensas. Ora, em todo lugar para onde dirigimos nosso olhar com acuidade e perseverança suficientes, o mundo no qual vivemos se revela complexo. Não é a atividade simbólica de nossos sistemas cognitivos de primatas falantes aquela que torna continuamente mais complexa a matéria de nossa experiência palpável? Entretanto, entre o espírito e o mundo, é preciso excluir qualquer relação de simetria simples, qualquer relação na qual uma substância (o pensamento ou a matéria) refletiria sua complexidade na outra, como um espelho. Longe dessa transparência total, a evolução de nossos ecossistemas de idéias se ergue sobre um fundo de obscuridade, de opacidade e de desconhecimento inextirpável que se deve à finitude humana. Por isso mesmo, porém, ela também aponta para uma possibilidade aberta de aprendizagem, um horizonte de formas e de relações que recua indefinidamente em um meio de interdependência cada vez mais amplo. A aprendizagem faz crescer a complexidade cognitiva em todas as direções do espaço do sentido. Como a compreensão da interdependência —a visão da unidade— é uma dimensão essencial da complexidade cognitiva, segue-se que ela favorece a aprendizagem. É por essa razão que o descanso do espírito na simplicidade —ou na contemplação— sempre foi um acompanhamento essencial dos aprendizados humanos mais elevados. O recolhimento do espírito nos permite recordar as partes de nossas experiências que extraímos por erro de interdependência, interligar os conhecimentos e os seres que tendemos a separar por razões práticas. Mas, além do indivíduo, o que seria uma meditação da inteligência coletiva? Que exercícios coordenados de pensamento, que novos instrumentos científicos, que instituições sociais nos levarão a viver a experiência da unidade, da simplicidade e da elegância da dança das idéias que anima o mundo humano? A evolução cultural ainda não foi concluída, longe disso! Portanto, tanto em escala individual como no nível coletivo, cultivemos a coordenação (a unidade), a diversidade (a multiplicidade) e a força durável (a evolução) de nossos atos cognitivos. Nesse caminho de aprendizagem, avançaremos no rumo certo quando visarmos o conhecimento intuitivo de nossa própria natureza. Com toda a simplicidade. (Tradução de Clara Allain) Pierre Lévy é titular da cadeira de pesquisa em inteligência coletiva da Universidade de Ottawa e membro da Sociedade Real do Canadá (Academia Canadense de Ciências e Humanidades). Artigo publicado no caderno ‘Sinapse’ da ‘Folha de SP’ em29/6/2004. # [Marcel Proust e as Inovações Tecnológicas] Veja como Marcel Proust reconheceu e registrou as inovações de seus dias João Grinspum Ferraz Definir a modernidade é uma árdua tarefa. Para cada ciência, ou melhor, em cada corte epistemológico que realizamos, a modernidade significa uma transformação progressista nos métodos e na maneira de ver as coisas. Muitas vezes, trata-se de uma completa revolução no modo em que as ciências se reconhecem. A modernidade não pode ser marcada em uma linha cronológica. Em cada campo do conhecimento humano a modernidade teve seu “tempo de acontecer”, sua época. Ela não é temporal nem territorial. A modernidade pode ser (e talvez assim seja uma forma melhor de colocar as coisas) tratada como a condensação de diversos “avanços” – ou inovações – que, em diversos campos do conhecimento humano, transformaram de maneira definitiva o habitus do indivíduo no Planeta Terra. Nos mais diversos lugares, pudemos observar mudanças significativas no modus vivendi dos seres humanos, mesmo que em escalas e graus diferentes. De fato, a modernidade seria então este nebuloso período que, de certa forma, transformou o homem feudal no indivíduo que hoje conhecemos. Círculo das Tecnologias “Os progressos da civilização permitem a cada qual manifestar qualidades insuspeitadas ou novos vícios que os tornam mais caros e mais insuportáveis a seus amigos.” (Marcel Proust in Sodoma e Gomorra) Uma das mais marcantes características do nebuloso período a que chamamos modernidade é a intensificação do aparecimento de inovações tecnológicas. Ou seja, a grande quantidade de criações pela ciência de instrumentos extracorporais que, baseados em inovações teóricas no campo da tecnologia, vêm a facilitar as atividades humanas, substituindo métodos onde havia, outrora, a necessidade de uma maior esforço para atingir, com igual ou menor eficiência, um objetivo específico. Ações como a comunicação, a movimentação, a realização da higiene pessoal e os tratamentos médicos, recebem novos instrumentos que possibilitam ao homem realizar mais complexas atividades. Não são, porém, uma contribuição àquilo que o indivíduo já realizava apenas; essas inovações transformam os métodos pelos quais eram realizadas tais tarefas outrora, impingindo no ser humano uma gradual mudança no seu habitus, alterando definitivamente os seus mais íntimos movimentos e métodos. ...... segue na Agência Carta Maior # [Cultura Século XXI - Cooperação internacional, sociedade civil, educação e cultura] Debate chega ao terceiro painel discutindo a interface entre cultura e educação
Eduardo Carvalho Ontem, 28 de junho, aconteceram os dois primeiros painéis do debate Cultura Século XXI - Cooperação internacional, sociedade civil, educação e cultura, com os temas "Ética da cooperação cultural internacional" e "Sociedade civil, cultura e política cultural". Acontece hoje, 29 de junho, o terceiro painel, sobre o tema "Educação desculturalizada", às 15 horas, no Instituto Goethe. Se, no primeiro painel, discutiu-se a cooperação internacional como elemento a revelar-se, se não um antídoto à globalização, certamente um componente reequilibrador da dinâmica cultural hoje caracterizada pela existência de um mercado no qual se verifica uma concentração das atividades ao redor de alguns poucos modos e pólos culturais, no segundo, discutiram-se os modos pelos quais uma outra concepção de política cultural pode contribuir para a definição de novos e melhores modos de gestão democrática da cultura. O Painel III, "Educação esculturalizada", com a Moderação de Teixeira Coelho (na foto) e com Laymert Garcia dos Santos, do Brasil, e Wolfgang Schneider, da Alemanha, como expositores, pretende discutir o quase consenso de que a universidade e a escola são instituições hoje em crise, e que as "reformas" que lhes são propostas parecem apenas prolongar a sua agonia. Por um lado, reclama-se que as instituições de ensino estariam desconectadas da "sociedade", por outro, que elas não corresponderiam às novas exigências do "mercado". Ao mesmo tempo, e para tornar a questão ainda mais complexa, a aceleração tecnológica e a globalização estão quebrando as fronteiras disciplinares do conhecimento e exigindo dos profissionais uma capacidade e uma flexibilidade no manejo das informações, dos dados e dos contextos que nenhuma especialização pode propiciar. Em poucas palavras: a experiência contemporânea exige uma "capacidade de leitura" que só um contato aprofundado e diversificado com a cultura permite. Ora, o paradoxo é que no momento mesmo em que a formação exige um trânsito cultural intenso, a educação se encontra desculturalizada. Cultura e políticas públicas A última década viu a cultura ascender a uma posição de destaque no cenário internacional, e não apenas sob o aspecto econômico. Uma data simbólica foi o ano de 1994, quando se deu a chamada Rodada do Uruguai do GATT (Acordo Geral de Comércio e Tarifas), em cujo contexto consagrou-se a "exceção cultural", signo tanto da importância econômica da cultura quanto da necessidade de tratá-la de modo especial no quadro das políticas públicas. Desde então, tornaram-se mais nítidas as transformações no quadro da cultura no interior da sociedade contemporânea, num processo que se intensificou nesta fase da globalização marcada ao mesmo tempo por novas possibilidades de desenvolvimento humano quanto por atritos culturais indisfarçáveis. Surgiram novos atores culturais no interior dos territórios nacionais e na dimensão internacional. E a necessidade de uma gestão democrática da cultura fez com que se tornassem prioritárias outras abordagens do tema para além das tradicionais, como as relativas à produção e à distribuição da cultura. :: publicada originalmente na Agência Carta Maior # [Leonel Brizola] ..... na Agência Carta Maior
Leonel Brizola cometeu todos os erros políticos que pode cometer um homem público, mas ninguém o excedeu em patriotismo. Dele guardo, como a mais forte das recordações, a de sua chegada a Montevidéu, em maio de 1964, depois de atravessar a fronteira – já bastante fria, naquele tempo – vestido com uma japona militar. Era, então, um jovem de 42 anos, que já cumprira toda uma biografia política e percorrera invejável trajetória pessoal. Dois dias depois de sua chegada, reunia-se aos exilados, para dizer-lhes duas coisas importantes. A primeira delas era a de que, em conseqüência do golpe, não havia ali diferenças. Éramos todos brasileiros no exílio, qualquer tivesse sido a nossa situação no governo que caíra, o que nos impunha solidariedade natural entre todos. A segunda era a sua esperança: nós voltaríamos. Não iríamos morrer no exílio. .......segue [Mauro Santayana] A vida e a trajetória política do líder trabalhista deixam ensinamentos para entender a realidade do país. Ensinamentos sobre a história do Brasil, sobre a luta da esquerda para tentar construir uma nação diferente e sobre fatores que ajudam a explicar o fracasso dessa luta. .......segue [Marco Aurélio Weissheimer] Leia este perfil de Leonel Brizola escrito pelo político, educador, antropólogo e romancista Darcy Ribeiro, morto em 17 de fevereiro de 1997. Ribeiro concorreu como vice-presidente na chapa do líder do PDT em 1994. .......segue [Darcy Ribeiro] # PENSANDO BEM de Luís Fernando Veríssimo "Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje! Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cinto de segurança, sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada! Que horror! A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção... E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã.. A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS! Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo. Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado. Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...??? Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol... A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes! Não existia o Playstation, nem o Nintendo... no máximo um Atari ou Master System. Não tinha TV à cabo, nem DVD, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel... Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... aquele cara com um peixe nas costas...(um tal de óleo de rícino). Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série. Que horror! Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mau da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... Ninguém se escondia atrás do outro... Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO". A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos... Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências... Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade... E não é que aprendemos a resolver tudo!!! ...E sozinhos... Se você é um destes sobreviventes... PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DA SUA VIDA..." Pensando, bem, tomando de empréstimo o texto do Verísssimo e compartilhando com vocês, talvez nós, hoje, não precisemos resolver tudo tão sós, até porque os nossos desafios parecem ser cada vez mais coletivos. Precisamos mais de outro, de outra, ou nos plurais de outros e outras que nos acompanham, enfrentam, discordam. Mesmo que precisando de tecnologias educacionais informatizadas... Continuo sendo "idealista", sonhadora, querendo coisas diferentes e menos saudosistas. Antevendo o que se mostra possível, e o impossível também! Se conseguiram ler até aqui... Parabéns!!! Você vive os anos mais felizes da sua vida... ou não! Carmen # Recebi este convite e considero que interessa para muitos de nós! Abraços Colegas: Nossa Diretora de Educação e Cidadania do Sinsociólogos-RS, Ruth Ignacio, defese tese de Doutoramento em Educação: " A construção da identidade cultural-política em escolas de assentamentos rurais do movimentos dos trabalhadores sem terra: A escola de ensino fundamental Nossa Senhora de Fátima Viamão/RS" Data 29/06/2004 - 14h00 Local: Sala Defesa PPGE PUCRS # [Open Acess para publicações científicas - uma análise das barreiras à mudança] por Bo-Christer Björk Resumo Um dos efeitos da Internet é que a disseminação de publicações científicas, em poucos anos, migrou para formatos eletrônicos. As relações de negócios entre bibliotecas e editores para comptrar e vender conteúdo, apesar disso, não mudou muito. Em protesto contra os altos custos de subscrição para publicações, cientistas iniciaram o Acesso Aberto (Open Acess - OA), repositórios de documentos eletrônicos e jornais, que distribuem informação científica livremente. Apesar da concordância entre acadêmicos que o OA poderia ser o modo ótimo de distribuição para resultados de pesquisa financiados por recursos públicos, estes canais ainda se constituem num fenômeno marginal no sistema acadêmico global de comunicação. Este texto discute, em vista das experiências dos últimos dez anos, as muitas barreiras que impedem a rápida proliferação do OA. A discussão é estruturada de acordo com os mais importantes canais OA; jornais científicos para publicação primária, repositórios institucionais de assuntos especializados para publicações secundárias e paralelas. Também discute os tipos de barreiras, que podem ser classificadas como constituindo-se de estruturas legais, de infra-estrutura tecnológica, de modelo de negócios, serviços de indexação e padronização, sistema acadêmico de revisão, marketing e massa crítica. :: texto completo - em Inglês # [Consulta temática já está no ar!] Já está disponível no site www.consultafsm.org.br, o questionário-consulta que inaugura o processo de preparação para o V Fórum Social Mundial, que ocorrerá em Porto Alegre, Brasil, entre 26 e 31 de janeiro de 2005. Mudanças importantes marcam esta nova etapa do processo FSM e, para isso, a participação de todos e todas é fundamental. Por meio deste questionário-consulta, serão identificados que lutas, questões, problemas, propostas e desafios as diversas organizações que participam do processo FSM consideram importante discutir no FSM 2005, e que atividades pretendem desenvolver em Porto Alegre.
Em 2005, busca-se manter a diversidade do evento e transformá-lo num espaço cada vez mais capaz de facilitar as articulações e ações comuns entre os que dele participam. Para isso, é preciso aperfeiçoar tanto o processo de definição das “grandes atividades” (conferências, painéis, testemunhos e mesas de diálogo e controvérsias, definidas pelo Conselho Internacional) quanto a inscrição de centenas de oficinas e seminários, que podem ser propostos por qualquer entidade inscrita para o encontro. Veja a seguir algumas das novidades do processo. [:: leia mais] # ![]() assinem a petição contra a lapidação de Sérgio Amadeu! :: detalhes no ff. # [Academia] O povo da academia é muito inseguro. Minha teoria é que a maioria deles estiveram protegidos por muito tempo, e que não têm nenhuma idéia como o mundo trabalha. O valor atual de um professor é medido frequentemente por quanto dinheiro pode atrair. Se necessita de muito dinheiro ou não é irrelevante. Eu não me queixo do sistema, mas esta é uma parte dele que as pessoas não costumam comentar. Eu fiz muitos textos ruins, revisões mal preparadas. Eu desejo realmente que os textos sejam postos on-line, ao mesmo tempo que são publicados em papel. Isso incentivaria o trabalho de quem escreve. a pesquisa acadêmica é importante? posts bastante polêmicos de Daniel Lemire. # Susana e demais leitores! Se alguém souber o que precisamos fazer para que as informações postadas entrem mais rapidamente no nosso blog, por favor, diga-nos, por qualquer meio, seja "carta", e-mail, fone, fax, ou ao vivo!!! Abraços Carmen # [Estado e Sociedade Civil] Folha de SP, 4-6-04 BORIS FAUSTO É um lugar-comum dizer que a democracia, nos dias que correm, sofre uma séria crise. Exemplificando, uma pesquisa da ONU revelou que 54,7% das pessoas entrevistadas na América Latina declararam preferir um regime autoritário, se este for capaz de reduzir a pobreza e as dificuldades econômicas. Outra pesquisa internacional, da agência Gallup, realizada em 2002, mostrou que 51% das pessoas em todo o mundo confiam pouco ou nada nos Parlamentos, proporção que sobe para 59% na União Européia e muito mais no Brasil.
Mas talvez seja mais adequado falar em déficit de democracia, em vez de crise, porque a última expressão dá idéia de um objetivo que chegou a ser de algum modo alcançado, em tempos passados, o que não é certo. Um dos elementos centrais do déficit diz respeito à qualidade do regime democrático, a seu conteúdo participativo, questão que se relaciona com o tema da legitimidade da representação. No mundo complicado de hoje, dois processos inter-relacionados devem ser assinalados como muito positivos, admitidos todos os seus limites. De um lado, há o impulso organizatório da sociedade, sob formas e objetivos variados, facilitado enormemente pela ampla adoção das novas tecnologias de comunicação. De outro, a entrada na agenda dos Estados, ou das uniões estatais, dos temas de regulação da ordem mundial, a exemplo da assinatura de protocolos para manter as condições mínimas de habitabilidade do globo ou dos esforços para criar e outorgar jurisdição a tribunais penais internacionais. Ficando no tema da legitimidade da representação, parece-me claro que se originam de organizações da sociedade civil as maiores esperanças de que o regime democrático não se reduza apenas a um ato ritual e datado de eleição, por mais que o processo eleitoral seja absolutamente essencial à democracia. Mas a constatação está longe de ser unânime, pois essa questão das relações entre sociedade e Estado cerca-se de maniqueísmos e incompreensões. O maniqueísmo parte das correntes que tendem a idealizar as qualidades societárias e o risco das organizações estatais. Em outra direção, aparecem os céticos do papel que as organizações da sociedade civil podem desempenhar, seja pelo seu conteúdo "frouxo", seja pela alegação de que as instituições políticas formais são as que contam, em última análise. Por essas e outras razões, tem muita relevância o tema da democracia participativa, ou, em outras palavras, o tema das relações e da criação de elos entre a sociedade e o Estado. Não por acaso, ele figurou no seminário inaugural do Instituto Fernando Henrique Cardoso, a partir da discussão de um texto de Manuel Castells, sociólogo catalão bastante conhecido internacionalmente e entre nós. Destaco aqui alguns pontos que me parecem essenciais. Depois de analisar a crise multidimensional dos Estados nacionais, Castells sustenta que não há, ao menos em um futuro previsível, a perspectiva de seu desaparecimento. O que ocorre é sua pragmática transformação para se adaptar a um novo contexto, utilizando-se de três mecanismos básicos: 1) a criação de redes de Estados associados (União Européia, Nafta, Mercosul etc.); 2) a tentativa de reformular, não sem vetos e muitas dificuldades, instituições globais existentes (a ONU em primeiro lugar) e de formar novas, como a Organização Mundial do Comércio ou o Tribunal Penal Internacional; 3) a concessão de espaço a governos regionais e locais e às ONGs, na expectativa de obter maior legitimidade. Quanto às organizações da sociedade civil, Castells aponta para o fato de que, se elas sempre existiram no passado, promovendo direitos e interesses, ganharam, nos últimos anos, o caráter de rede, maior papel e diversidade -o que não equivale a um juízo positivo sobre todas elas, pois tais organizações, exemplificando, abrangem grupos dedicados aos direitos da mulher, aos direitos étnicos e à preservação do meio ambiente, mas também à afirmação do fundamentalismo religioso. Nos casos negativos extremos, elas podem ser guarda-chuvas para a corrupção, ou organizações criminosas que traficam com armas e drogas. Apoiando-se na definição gramsciana de sociedade civil, Castells afirma que não há sociedade civil sem formas de articulação com o Estado -ao contrário do que ocorre com os movimentos sociais e os protestos populares. Ela constitui assim um canal entre os pólos da sociedade e do Estado, capaz de transformar este último por meio de um processo de representação da cidadania que transcende, sem os negar, os procedimentos codificados nas instituições políticas. Os caminhos concretamente apontados para o alcance desses fins envolvem graus elevados de utopia. Mas a utopia é, nesse caso, um horizonte criativo que nos leva, ao menos, a encarar temas nem sempre percebidos num mundo tão condicionado pelas peripécias da política tradicional e da economia. :: Boris Fausto, historiador, é presidente do Conselho Acadêmico do Grupo de Conjuntura Internacional, da USP. É autor de, entre outras obras, "A Revolução de 30" (Companhia das Letras). # [revista eletrônica do Neddate] Caros Colegas:
Convidamos todos a conhecerem o número 2 de TrabalhoNecessário, a revista eletrônica do Neddate. Atenciosamente, José Rodrigues e Sonia Maria Rummert Núcleo de Estudos, Documentação e Dados sobre Trabalho e Educação Faculdade de Educação - Universidade Federal Fluminense Av. Visconde do Rio Branco, 860. Campus do Gragoatá, bloco D, sala 525. Niterói – RJ. CEP: 24210-330. Tel: (0xx21) 2717-1281, ramal 31. E-mail: neddate@vm.uff.br; neddate.uff@uol.com.br. # [notícias] Pois bem, hoje completou-se uma batalha em que eu e Carmen - para variar - nos empenhamos de corpo e alma; a Carmen já havia dado conta de sua tarefa em grande estilo quando a Dircenara teve sua dissertação avaliada como de excelente qualidade, conquistando a passagem direta para doutorado e enriquecendo nosso Núcleo e Linha de Pesquisa.
Hoje foi a vez da Sandra, que tendo uma banca qualificada, também teve um brilhante desempenho e foi avaliada, da mesma forma, com passagem direta para doutorado, tal a qualidade de seu texto. Carmen fez um belíssimo e emocionante parecer que fica nos devendo para colocar no Argumento. Estou muito feliz com meus filhos e filhas e quero compartilhar esta alegria com vocês, do mesmo modo que consigo dizer da minha tristeza, quando, por exemplo, há poucos dias, morreu o primeiro mestrando que orientei e que era amazonense, como eu que sou meio cabocla. Estamos todos/as de parabéns, pois em nosso Núcleo a solidariedade deve funcionar e a alegria precisa ser compartilhada como devemos unir-nos para ajudar-nos nas horas difíceis que todos/as temos.É uma boa ou não é? p/ Marlene Ribeiro |
Links Últimas Postagens Arquivos
|