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[Triste ilusão das novas colônias]


Os trabalhos intelectuais migram do centro para a periferia. Mas no jogo da globalização, o que seria um benefício vira desvantagem: quem ganha são as transnacionais

Rafael Evangelista

Uma nova estrutura colonial pode estar se consolidando. O processo começou com a indústria manufatureira e teve seu ápice nos anos 1990, quando milhares de postos de trabalho foram transferidos dos países centrais para a periferia. Agora é a vez do setor de tecnologia e de finanças, os chamados “empregos de colarinho branco”. Aproveitando-se da existência de mão-de-obra qualificada em alguns países subdesenvolvidos, além da infra-estrutura de informática e comunicações, a descentralização das transnacionais atinge agora os setores de desenvolvimento e inteligência.

Poderia ser uma boa notícia para os países pobres, mas não é. O problema é que os trabalhadores destas nações ganham entre cinco a dez vezes menos que os dos países centrais. Um criador de software ganha em média, na Índia, 10 mil dólares por ano. Nos EUA, o salário para a mesma função é US$ 66 mil. A diferença vai direto para o bolso das grandes corporações.

Os países mais atingidos pelo aumento da oferta de emprego foram Índia, China e os países do Sudeste Asiático. Em todos eles, aumentou consideravelmente, durante a década de 90, o número de bacharéis, mestres e doutores formados anualmente. Só a Índia fornece ao mundo, anualmente, mais de meio milhão de engenheiros da computação. Receberão menos que um quinto do salário pago nos EUA.

Nos países desenvolvidos, a “nova” organização do trabalho provoca a criação de duas castas. Uma, dominante e pouco numerosa, é formada por aqueles que conseguiram ocupar os poucos postos de direção. Outra, gigantesca e empobrecida, é formada por trabalhadores mal remunerados (não necessariamente desqualificados), que ocupam os empregos de menor prestígio.

A nova face do colonialismo

“Nossas tecno-corporações são os poderes coloniais contemporâneos”, afirma Dion Dennis, autor do artigo The Digital Death Rattle of the American Middle Class: a cautionary tale (). Segundo ele, as transnacionais absorveram o modelo de dominação tradicional do colonialismo. Nele, as economias locais são moldadas primeiramente para servir ao centro colonial e suas formas de organização econômica e modos de produção.

De acordo com Dennis, a migração desses postos de trabalho só pode acontecer porque, embora as empresas tenham raízes históricas e culturais em seus lugares de origem, o comprometimento com valores sociais é mera peça de propaganda. A elas, não importa que a economia de seus países sofra com a perda de empregos. O único objetivo é aumentar as margens de lucro e a participação no mercado a curto prazo.

Nas novas colônias, um dos principais atrativos também é a falta de organização da força de trabalho. Ela é jovem, oriunda de uma crescente comunidade universitária, que se acostumou a exigir as mesmas garantias trabalhistas (aposentadoria, seguro saúde) dos empregados dos EUA, por exemplo. Por isso, embora receba salários comparativamente bem maiores, é contratada em condições muito mais flexíveis, semelhantes às dos trabalhadores das indústrias manufatureiras instaladas nos países subdesenvolvidos.

Da “educação salvadora” ao desemprego em massa

Mas não só o emprego é transferido para as colônias. Junto com ele, precisa ser incutida a ideologia neoliberal. Se a cultura, a história ou as fronteiras das colônias não servirem aos propósitos de alta lucratividade, elas serão substituídas por um obsessivo darwinismo social -- a idéia de que apenas os melhores e os mais competitivos sobreviverão. Dennis compara os postos de trabalho criados com o Cavalo de Tróia: “Parece inicialmente um bom presente, que traz muitos empregos, necessários para ocupar os talentos intelectuais”...

Uma das faces da ideologia neoliberal aplicada ao mundo do trabalho foi o mito da educação continuada, do aperfeiçoamento constante do trabalhador. Para se inserir no mercado, era preciso nunca parar de estudar. A culpa do desemprego foi transferida para o indivíduo, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. “A 'geração Y' foi compelida a ingressar em instituições públicas e privadas, para que se transformasse nos globalmente atraentes ‘trabalhadores do conhecimento’”, diz Dion Dennis.

No entanto, a recessão do início do século 21 desempregou todos, inclusive os “qualificados”. No fim do ano passado, mais da metade das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune já havia transferido um número significativo de postos de trabalho intelectual para outros países.

Bem comum ou “capital humano”?

A busca pelos melhores postos de trabalho tem causado um aumento excessivo da demanda por educação. Uma das idéias que vicejaram nos anos 90 e ainda persistem é a do “capital humano”. Ela postula que os indivíduos fazem um “gerenciamento de risco” de si mesmos, quando investem no desenvolvimento de suas habilidades genéticas. A educação deixa, então, de ser um bem comum, a ser oferecido a todos, e passa a ser um insumo (comercializável) relevante para o desenvolvimento profissional.

Quando se reduz a mero “investimento produtivo de risco”, o financiamento estatal para os estudantes deixa de ser oferecido de acordo com as necessidades econômicas de cada um. O critério mais relevante passa a ser o mérito acadêmico, em um esforço de “racionalização” dos gastos.

De acordo com Dennis, o efeito final dessa ideologia tem sido a crescente redução do financiamento público em educação no EUA. Na lógica neoliberal, não é mais economicamente viável investir em trabalhadores caros e para os quais os empregos já não existem mais em seu território.

Ao que parece, nem aos países periféricos interessam os empregos itinerantes. Com as fronteiras escancaradas, os trabalhadores qualificados destas nações são mal pagos, e qualquer iniciativa de industrialização local definha frente à feroz competição internacional.


:: artigo publicado em Planeta Porto Alegre

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[ainda Mumbai]


"O fato de que nenhum império opressor se eternizou na história e toda situação desumana acabou sendo vencida alimenta a atual esperança de transformação e nos convida a fazer parte deste grande mutirão para a construção de uma humanidade nova." ( leia o artigo de Marcelo Barros, para o Correio da Cidadania)

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[Bem-vindos ao Deserto de Mumbai: Durkheim e Marx contra Weber]


Faltam muitos Mumbais ainda para dar o salto em direção não apenas ao pós-neoliberalismo, mas à rica diversidade de experiências transformadas em alternativas ao deserto do Real. Aviso ao imperialismo: já começamos. Por Francisco de Oliveira.

Quem chega a Mumbai, pelas descrições dos jornalistas da Carta Maior, Flávio Aguiar à frente, bem que poderia ser recebido com a frase do filme Matrix, que se tornou título do livro de Slavoj Zizek recém-publicado entre nós: “bem-vindos ao deserto do real”. Mumbai é o real inapelável, sem utopia, tão real quanto New York devastada. Uma miséria além-Brasil, quantitativamente imensa, e para a qual parece não haver remissão; a Índia renunciou à eliminação da pobreza, seguindo o que parece ser a tendência mundial.
Depois de suas três primeiras edições em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial transferiu-se para Mumbai, a antiga Bombaim da colonização portuguesa e do longo domínio inglês na Índia. Esta não é uma mudança apenas de local: a Índia é o segundo país mais populoso do mundo, um bilhão de habitantes, precedido apenas pela China com seus 1 bilhão e 300 milhões. Com essa mudança, o FSM deu um passo decisivo para se afirmar como verdadeiramente mundial, ou pelo menos parcialmente mundial. Para evitar qualquer ufanismo apressado: isto não quer dizer que as discussões em curso concernem à enorme diversidade de uma das sociedades mais complexas do planeta.

Faltará apenas no futuro uma participação importante dos chineses, para fechar o circuito. Aqui as reticências se impõem: não está à vista uma modificação importante do ponto de vista oficial chinês, reticente para não dizer abertamente hostil, sobre a globalização e seu Fórum alternativo. Não há, na China, algo que se assemelhe ao que se chama, com certa impropriedade elástica, entre nós “sociedade civil”, que promova uma chinesização do Fórum ou uma forunização da China, e o governo chinês desde Deng Hsiao Ping é decididamente “globalizador” pro domo suo. Algum país da África também deverá estar na pauta para ser um lugar de próxima reunião do FSM.

A repetição dos temas das edições anteriores não é um defeito da reunião em curso; afinal, tratando-se da Índia, o fato de repisarem-se os temas porto-alegrenses num contexto desses deve ser visto como uma afirmação e não como esgotamento e não-renovação temática. Mas, de fato, convém fazer um balanço do que se avançou desde a primeira vez que a capital do Rio Grande sediou essa ampla utopia por um “outro mundo é possível”. Tanto do ponto de vista da globalização – usemos o termo mesmo que seja possível formular-lhe restrições -, que é seu leitmotiv de combate e agregação, quanto das proposições alternativas.

O processo de globalização segue uma marcha mais ou menos inexorável. A mundialização do capital, que é o conceito que preferem Chesnais e os que o seguem, é ao mesmo tempo mais preciso e mais restrito. Mas globalização entendida como expansão da racionalização ocidental – Max Weber, noblesse oblige – não se deteve, nem provavelmente se deterá até onde a vista alcança. É um universo em expansão na linguagem da astrofísica. A própria dificuldade de incluir a China ou de chinesizar o movimento antiglobalização já o revela. Os valores “racionais” que a forma capitalista do Ocidente criou continuam ganhando novos adeptos, formando e conquistando “corações e mentes” e moldando a forma concreta mediante os quais as sociedades fazem a conexão de sentido entre meios e fins.

Em sua alternabilidade radical, o FSM pretende ajudar a construir de fato outra “racionalidade”, substituindo o espírito do capitalismo – de novo Weber – pela solidariedade, pelos modos alternativos de vida, valorizando outras “racionalidades” mediante as quais os vários povos do mundo fazem seu cotidiano pelas suas visões cosmológicas, desentranhando a busca do lucro desses cotidianos; este é o sentido sociológico mais profundo de “religião” para Weber. Digamos que em termos das matrizes clássicas da sociologia, a obsessão alternativa do FSM é combinar Durkheim com Marx, antípodas em quase todos os sentidos e direções.

Não é um desafio qualquer. É o mesmo desafio que os socialistas de todos os tempos e todas as gerações aceitaram: o de construir outra “racionalidade”. Com uma diferença: os socialistas não queriam voltar atrás, mas avançar a partir dos patamares já alcançados pelo capitalismo. E dentro da enorme diversidade dos que fazem o movimento antiglobalização não há essa unanimidade; pelo contrário, é uma disputa entre “racionalidades”, o que para Weber já é uma dificuldade histórico-conceitual. É aqui que reside a dificuldade. Seria fácil e simples e agradável, nos termos do cepticismo pós-político que grassa, dizer que os socialistas e os mundos que provisoriamente construíram, falharam redondamente. Mas o capitalismo contemporâneo seria ininteligível sem a crítica que os socialistas fizeram, sem os mundos provisórios que ergueram como utopias alternativas, e um movimento antiglobalização como o FSM não existiria.

Reduzindo-se o alcance de um “outro mundo é possível”, pode-se constatar que a forma da expansão galáxica da globalização dos anos 90 entrou em crise; a forma neoliberal, digamos. Até mesmo porque a crítica de Porto Alegre abateu-se como “água mole em pedra dura” sobre os problemas multiplicados pela intensa desregulamentação neoliberal, as agressões ao meio ambiente, a destruição de culturas, a anulação dos Estados-nações, a exponencialização da pobreza e uma longa lista de “heranças malditas” deixadas pela vaga que teve na Mrs. Thatcher sua certidão de nascimento e na atuação das agências supranacionais – FMI e OMC – suas executoras mais implacáveis; respaldadas, evidentemente, pelo Estado norte-americano. Mas convém de novo não exagerar: mesmo correntes políticas antes abertamente antineoliberais foram convertidas a esse credo, como o governo de Luiz Inácio Lula da Silva o atesta, como a miséria impactante das ruas de Mumbai não deixa de testemunhar ante os olhos dos participantes do Fórum do “admirável mundo novo” que encontram, por enquanto, uma espécie de set de filmagem da novela de Aldous Huxley : os dalit, os “intocáveis” da Índia ali estão, são 10% da população indiana. E como o crescimento a taxas de 10% anuais da China deixa uma longa coorte de desastres ambientais e humanos hoje de difícil mensuração, tanto porque o governo chinês fecha-se a qualquer investigação, quanto porque o gozo dos capitais que encontram na China o melhor ambiente ajuda a mistificar o novo milagre da velha civilização.

Essa crise do modo neoliberal do capitalismo não é, entretanto, a certidão de óbito do sistema. Há certamente, o que se constata desde Porto Alegre, algo que unifica os hoje reunidos em Mumbai: são intensamente anticapitalistas, mas como já se anotou também, isto não os torna unidos em torno de proposições alternativas. A rota da derrota do neoliberalismo, se é que de derrota se trata, constrói-se com a agressão ao Iraque e todos os esgares prepotentes de Bush e sua canalha. Faltam muitos Mumbais ainda para dar o salto em direção não apenas ao pós-neoliberalismo, mas à rica diversidade de experiências transformadas em alternativas ao deserto do Real. Aviso ao imperialismo: já começamos.

:: fonte: Agência Carta Maior

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[sobre a universidade]


.:: Universidade: Autonomia e inovação, artigo de Marilena Chaui

Propomos ampliar o escopo e o alcance do financiamento público da pesquisa, assegurando, de um lado, a autonomia democrática da Universidade pública e, de outro, a inovação nos campos e formas de atuação das agências de fomento. (leia mais)

.:: O controle dos recursos para pesquisa, artigo de Isaias Raw

A proposta encabeçada pela profa. Marilena Chaui, importante pesquisadora na área de Ciências Sociais, seria um desastre para a pesquisa científica experimental. Recursos cartorialmente distribuídos não criam competência nem originalidade. (leia mais)

.:: Universidade pública - o mito do elitismo, artigo de Carlos Henrique de Brito Cruz

Em nenhum país é o ensino superior privado com fins lucrativos que atende, com qualidade, um número relevante de estudantes. São as boas Universidades públicas, como as do Estado de SP, e várias outras que existem no Brasil, que fazem isso. (leia mais)

.:: Rede nacional de pesquisa terá 20 Universidades

O governo divulgou na sexta-feira as 20 Universidades selecionadas para desenvolver projetos da Rede Nacional de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação (leia mais)

.:: Manifesto da ANPG: Reajuste das bolsas dá novo alento à pós-graduação no Brasil

Embora o reajuste em 18% não seja o ideal, as 1500 novas bolsas a serem concedidas pelo CNPq nos dois níveis de pós-graduação (mestrado e doutorado) e ainda a criação de uma nova Taxa de Bancada, demonstram uma importante sinalização de valorização da pós-graduação brasileira, abrindo caminhos para mais conquistas. (leia mais)

>> fonte: Jornal da Ciência - http://www.jornaldaciencia.org.br/

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[Robin Hood no hiperespaço]


Em tese polêmica, filósofo revela a ética de trabalho e a vida dos hackers.

Transformar a monotonia da sexta-feira em um ensolarado domingo, democratizar a informação, romper a jaula de ferro da disciplina e burocracia, criar arte e beleza através do computador. Esses são os valores de um verdadeiro hacker, expressos pelo filósofo finlandês Pekka Himanen, no polêmico livro "The Hacker Ethic. And The Spirit of The Information Age", recentemente publicado pela Random House (232 págs., US$ 25).

:: leia o restante (bem interessante!) na Nova-e

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[Medios de comunicación y movimientos sociales]


Por Raul Zibechi
La Fogata

Casi dos décadas de políticas neoliberales provocaron cambios dramáticos y de largo aliento en los medios de comunicación. De forma simultánea a la revolución que supuso la introducción de la informática en las comunicaciones, se realizó la operación más ambiciosa de concentración de los medios, a tal punto que los verdaderamente independientes y con amplia circulación, son excepcionales.

:: leia o artigo na íntegra - sinapse via Denis de Moraes

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[diversas do Jornal da Ciência]


Secretária de Educação Infantil e Fundamental apresenta Rede de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento
O MEC divulga nesta sexta-feira o resultado do Edital 01/2003 - Seif/MEC, que convocou as Universidades brasileiras a integrar a Rede Nacional de Centros de P&D da Educação

Doutorado em física no programa conjunto entre as Universidades Estaduais de Londrina e Maringá, Paraná
Inscrições até 6/2

Universidade do Estado do Amazonas (UEA) abre mestrado em Direito Ambiental
Abertas as inscrições para o exame de seleção para os Programas de Mestrado em Direito Ambiental, Mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas e Mestrado em Biotecnologia e Recursos Naturais

Concurso para 29 professores na UFMG
Abertas as inscrições de concurso para professor em nove unidades acadêmicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Concurso de docente na UFPB - Inscrições até 5/2

Vagas para professores na Universidade Federal do Paraná

Inscrições para a 56ª Reunião Anual da SBPC, em Cuiabá
Já está no segundo prazo de inscrições a 56ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada de 18 a 23 de julho no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá/MT

Capes também vai aumentar valor de suas bolsas de pós-graduação
A diretoria da Capes esteve reunida nesta quinta-feira, examinando uma fórmula de elevar o valor de suas bolsas de pós-graduação na mesma proporção do aumento anunciado pelo MCT/CNPq - 18%

Inscrição e apresentação de trabalhos no Fórum Mundial de Educação de SP
O Fórum realiza-se em SP, 1 à 4 de abril

Comitê Gestor inicia processo de democratização da Internet
A instalação do Comitê Gestor da Internet acontece no próximo dia 23 de janeiro, quando será elaborado cronograma de trabalho para o grupo

Concurso de docente na UFPB
Inscrições até 5/2

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[FSM 2004]


algumas notícias:

Uma obsessão chamada Mumbai
O estranho encanto da cidade mais cosmopolita da Índia: as misérias que ela revela, as ilusões que espalha a metrópole que pode ser a mais populosa do mundo em 2020 e que sediará, a partir desta sexta-feira, o Fórum Social Mundial
:: no Planeta Porto Alegre

Fórum Social Mundial deve se politizar na Índia
Verena Glass e Bia Barbosa – 14/1/2004
Uma das expectativas para a quarta edição do Fórum Social Mundial, que acontece de 16 a 21 deste mês em Mumbai, na Índia, é que o movimento se politize e passe a se preocupar mais com resultados concretos.
:: leia na Agência Carta Maior

Moustapha Barghouti fala de paz em Mumbai
Jéferson Assumção - 16/1/2004
Cerca de 5.000 pessoas assistiram à cerimônia de abertura do 4º Acampamento Intercontinental da Juventude, nesta sexta (16) em Mumbai, Índia.
:: leia na Agência Carta Maior

Davos defende a paz e imita slogan do Fórum Social Mundial
Marcel Gomes – 15/1/2004
Com a credibilidade abalada pela estagnação econômica mundial, Fórum Econômico Mundial tenta se aproximar de temas sociais.
:: leia na Agência Carta Maior

Neoliberalismo aprofunda exclusão de "intocáveis", diz líder
Maurício Hashizume – 15/1/2004
Representante de 200 movimentos organizados de dalit espalhados por toda a Índia conta como é ser um "intocável", como podem ser identificados e qual será a tônica da participação no Fórum Social Mundial do grupo imenso que representa um quarto da população indiana - cerca de 250 milhões de pessoas.
:: leia na Agência Carta Maior

Organização na Índia deve inspirar Fórum em Porto Alegre
Bia Barbosa e Maurício Hashizume* - 15/1/2004
Idéias criativas, críticas bem recebidas e maior participação popular na grade de programação e no comitê organizador são algumas das lições que o Fórum Social de Mumbai dará aos brasileiros, que recebem o evento de volta a Porto Alegre em 2005.
:: leia na Agência Carta Maior

Um olhar de Porto Alegre sobre Mumbai
Marco Aurélio Weissheimer
:: leia na Agência Carta Maior

Crônicas de Mumbai - O trem e a vida
Flávio Aguiar
:: leia na Agência Carta Maior

Fórum Social Mundial começa hoje sob críticas
Os críticos dizem que virou uma espécie de Woodstock de esquerda. Os defensores acham que se trata de um avanço para a Humanidade.
:: no Jornal da Ciência

"A Índia que luta é o país que tolera"
O físico Vinot Raina, que ajudou a levar o FSM para a Índia, conta o que são os movimentos sociais na segunda nação mais populosa do planeta, e como uma nova cultura política, que valoriza a diversidade, permitiu organizarem o encontro.
:: no Planeta Porto Alegre

Mais que "Boas Intenções"
Para que sejam influentes nas políticas internacionais, reuniões do FSM devem produzir mais do que debates, dizem ativistas europeus
:: no Planeta Porto Alegre



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[reforma universitária]


Abaixo, a crítica de Paulo Ghiraldelli Jr à notícia da Folha de São Paulo sobre a constituição de uma reforma universitária alternativa, iniciativa de um grupo liderado por Marilena Chaui. Em seguida, a notícia que gerou o debate. Pertinente o assunto.

Reforma Universitária? Da Marilena Chauí?

Marilena está à frente de um grupo de petistas que querem uma reforma universitária por mérito técnico ou por prestígio pessoal. Temo que seja pelo segundo motivo.
As declarações de Marilena, sobre a universidade, são boas, quando se trata de diagnosticar problemas para a construção de uma universidade européia, de uma país rico, feita para uma elite que talvez nem mesmo nos países ricos exista.
Sua participação em tal grupo, no que tem saído na imprensa, é ingênua. Ela pensa que existe uma Universidade Brasileira. Uma USP em cada cidade. Ele não consegue entender que o que temos é apenas ensino superior, e não um mini-departamento de filosofia da FFLCH em cada cidade. Ela desconhece a legislação vigente - não sabe que cada universidade, pela LDB, pode se organizar autonomamente, inclusive abolindo o sistema de créditos e departamentos. Não sabe que, na maioria das cidades, o ensino superior cumpre papel alfabetizador, e não pode fugir disso. E mais, ela desconhece a história da educação brasileira, não conseguindo perceber que tal história não se fez por motivos meramente sociológicos. A maioria das universidades brasileiras, que na verdade são escolas de ensino superior, não possuem massa crítica para se tornarem aquilo que a Marilena propõe, em desacador com o Banco Mundial mais por formação esquerdista do que por razões realistas.
O marxismo francês ainda vigora na cabeça de muitos intelectuais que participam do grupo de Marilena, e, para falar a verdade, poucos são os que conhecem a legislação do ensino e os problemas reais da sala de aula em Vitória, Curitiba, Ibitinga ou Codó. A cabeça de tais intelectuais tenta imitar a cabeça de Marilena, onde tudo que vem à tona é apenas, neste caso, viuvez de Maio de 68. Temo que a Universidade Brasileira de Marilena tente formar não profissionais competentes, necessários ao país, mas pequenos Sartres que passariam o dia em cafés ... pouco filosóficos. Creio que na ânsia de derrotar universidade particular, colocando CAPEs e outros órgãos para ficarem sob jugo da Universidade Pública, ela termine por privatizar tais orgãos, pois hoje todos sabemos que a Universidade Pública está privatizada não porque é gerida por empresários ou porque está atrelada à indústria, mas sim porque é de propriedade de pequenas confrarias, ou mesmo quadrilhas, de professores. Todos sabem que tanto concursos para pós-graduação, como convênios e concursos para ingresso nas universidades públicas como professores, estão longe de serem isentos. Não vejo Marilena agindo contra isso. Vejo que suas idéias penas reforçam tudo isso. Por que? Porque Marilena entende de filosofia moderna, mas não entende de ensino universitário em seus meandros técnicos. E seu grupo, menos ainda. A idéias de Marilena sobre a Universidade Brasileira, contra as do Banco Mundial, vão gerar algo pior do que se tivéssemos um grupo de simples trabalhadores da universidade, gente pão-pão-queijo-queijo, com menos fama e menos preconceito contra o bicho papão chamado Banco Mundial.
Paulo Ghiraldelli Jr - www.ghiraldelli.pro.br

Grupo de Marilena Chaui quer alternativa à reforma da Universidade

Intelectuais ligados ao PT criticam influência do Banco Mundial e propõem a Lula autonomia das Universidades

Rafael Carriello escreve para a ' Folha de SP':

Uma proposta de reforma universitária declaradamente contrária às teses do Banco Mundial -que orientam as visões do Ministério da Fazenda sobre o assunto- e ao modo como o próprio governo Luiz Inácio Lula da Silva tem debatido a questão até aqui chegará às mãos do presidente no início de fevereiro.
Proporá autonomia quase total para cada Universidade, com menor poder de decisão e orientação sobre o ensino e a pesquisa nas mãos do MEC e das agências de fomento de pesquisa, como 'única maneira de resgatar o poderacadêmico' das instituições, atualmente em crise.
Quem afirma - e faz o diagnóstico - é a professora de filosofia da USP Marilena Chaui, uma das responsáveis pela redação do texto da proposta, que vem sendo debatida por cerca de 20 intelectuais (muitos deles petistas) ligados ao Fórum de Políticas Públicas, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP.
O conjunto de medidas que formam o cerne do plano de reforma já está definido e, segundo Chaui, representa uma 'mudança de assunto' para além dos 'slogans' genéricos de 'mais verba, mais docentes, mais vagas', de um lado, e às propostas governistas de redistribuição de recursos da Educação, de outro.
'Uma das coisas que é dita com muita frequência, sobretudo pelo atual ministro [da Educação, Cristovam Buarque], mas era dito também pelo anterior [Paulo Renato Souza], é que as Universidades públicas federais absorvem um orçamento excessivo, que prejudica as outras áreas da educação', diz Chaui.
Chauí, ex-secretária de Cultura da Prefeitura de SP na gestão Luiza Erundina (89-92, então no PT), esteve entre os principais intelectuais petistas, que, no ano passado, junto com outros colegas, participou de encontros com o presidente e ministros.
Além das demandas amplas demais de representantes de professores e estudantes, o principal responsável pelo debate que considera equivocado, no entanto, é outro ministério, o da Fazenda.
'Eles se inspiram nesse malfadado relatório do Banco Mundial, que foi o que inspirou a política do Paulo Renato. É o objeto profundo da nossa crítica. Esse relatório enfatiza a privatização.'
Em novembro passado, a equipe do ministro Antonio Palocci Filho divulgou documento em que afirma considerar mal gasto o dinheiro aplicado nas Universidades, argumentando que quase metade das verbas destinadas ao setor financiam alunos que estão entre os 10% mais ricos.
Segundo o diagnóstico dos integrantes do Fórum de Políticas Públicas, o mal gasto de recursos na Universidade e a depreciação de sua produção técnica e intelectual devem-se na verdade à autonomia mínima que as instituições têm.
O grupo foi criado em dezembro de 2002, com a presença de Palocci, ainda no período de transição de governo.
Segundo Ricardo Musse, do Depto. de sociologia da USP, que participa das reuniões, o objetivo era fazer uma ponte entre a academia e o governo federal. A função foi cumprida durante o debate sobre o modelo de TV digital para o país, em que o grupo subsidiou o governo com propostas saídas de debates internos.
Para o projeto de reforma universitária, defendem, segundo Chaui, que os recursos das agências de pesquisa - como Capes e CNPq - passem gradualmente para as mãos das Universidades públicas.
Chaui afirma que hoje são 'as agências que determinam prazos e prioridades', a partir 'de critérios de fluxo de caixa e do que interessa ao mercado', o que seria um dos motivos da crise da Universidade e de sua 'perda de iniciativa com relação à pesquisa'.
Aos poucos, segundo o projeto, todo o financiamento, eleição, condução e avaliação de pesquisas seria feito independentemente por cada instituição.
Com relação ao ensino, o grupo considera que se deve retirar grande parte do poder de definição das grades curriculares das mãos do MEC, passando-o a cada Universidade, que definiria também seu próprio sistema de valorização das disciplinas, a duração dos cursos e a forma de recuperação de estudantes não aprovados nas disciplinas.
As Universidades criariam 'fóruns públicos' internos que discutiriam e aprovariam seus 'planos de atuação', com prioridades de ensino e pesquisa, projetos e metas a serem fiscalizados pelo governo.
É proposto ainda o aumento do número de professores e de vagas nas Universidades, além de melhor remuneração para funcionários em geral. E também que cada Universidade seja autônoma para decidir sobre a adoção de cotas para minorias.
O grupo não definiu propostas sobre formas alternativas de financiamento para as Universidades, como contribuições de ex-alunos ou mensalidades para os de maior poder aquisitivo.
Segundo Chaui, é preciso discutir antes propostas específicas para recuperar a capacidade intelectual e acadêmica das Universidades para só depois entrar no debate específico sobre recursos.
Cristovam Buarque afirma que fará debates. O ministro da Educação diz que promoverá neste semestre debates públicos e estimulará a formulação de estudos sobre a reforma universitária, que deve sair apenas em 2005.
'Não é possível ingressar no século 21 sem pensarmos em uma reforma universitária', afirma.
Cristovam se diz favorável a mudanças e à maior autonomia da Universidade brasileira: 'O importante é que, quando se faz um estudo, haja uma proposta que abranja tanto as instituições públicas quanto as particulares.'
'Acho ótimo que haja pessoas pensando sobre isso', disse, sobre a proposta da filósofa Marilena Chaui. A última reforma universitária foi realizada em 1968, afirma, quando vivia-se no regime militar e a maioria dos estudantes estava na escola púbica.
Hoje, cerca de três quartos dos alunos do ensino superior estão nas instituições particulares. 'Sem falar nos avanços tecnológicos. A Universidade e as necessidades nacionais são outras.'
Cronograma
Um projeto de reforma universitária deve ser entregue à Casa Civil em junho deste ano. A idéia é que, no segundo semestre, o texto seja encaminhado, debatido e votado pelo Congresso.
Finalmente, a reforma será implementada a partir de 2005. 'Gostaria que o estudo [de Marilena Chaui] fosse entregue para mim, e não ao presidente', afirmou.
Para o ministro, a autonomia das Universidades, uma das principais propostas defendidas pelo grupo de Marilena Chaui, é possível desde que haja avaliação dos cursos oferecidos.
Se o mercado quer um professor de física, exemplifica, pode caber à Universidade estudar e implementar a melhor maneira de formar seu aluno. No entanto, é tarefa do governo verificar a qualidade do profissional e as condições de ensino oferecidas.
Segundo Cristovam, o sistema possibilitaria até a formação de convênios entre o governo e as Universidades, pelos quais o Estado requisitaria um tipo de profissional que será necessário para o desenvolvimento nacional, e a Universidade capacitaria os seus estudantes para isso. (Folha de SP, 12/1)

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[Bolsas de mestrado e doutorado do CNPq terão reajuste de 18%]


Aumento é esperado por pós-graduandos desde 1994

Há 10 anos sem aumento, o valor das bolsas de pós-graduação oferecidas pelo CNPq será reajustado em 18%. A medida, que beneficia milhares de bolsistas em todo o país, está sendo anunciada neste momento, no Rio de Janeiro, pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral. As bolsas de mestrado passam de R$ 725,00 para R$ 855,00, e as de doutorado de R$ 1074,00 para R$ 1267,00. O reajuste, válido a partir de 1º de fevereiro, tem sido pleiteado pelos pós-graduandos, e é o primeiro desde 1994.

Além disso, o CNPq irá aumentar o número de bolsas concedidas nos dois níveis da pós-graduação. Serão 1500 novas bolsas de mestrado e doutorado, com 30% delas destinadas aos estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, de acordo com a política do MCT para o desenvolvimento em pesquisa e pós-graduação dessas regiões. Para isso, serão investidos R$ 36 milhões.

Outra medida que será anunciada pelo ministro Amaral é a criação de uma nova Taxa de Bancada (apoio à pesquisa) para os bolsistas de pós-doutorado no país. A taxa financiará gastos dos bolsistas com suas pesquisas, e seguirá os requisitos existentes para as outras modalidades.
Estão destinados R$ 2,4 milhões para este programa. O número de bolsas de iniciação científica júnior também aumentará, passando de 3 mil para 5070. Essas bolsas, repassadas aos estados, são concedidas a alunos do ensino médio para incentivar o interesse pelas áreas de ciência e tecnologia.

Com o intuito de promover o ensino de C&T, o MCT criou ainda um adicional para os bolsistas do CNPq que participarem do Programa Nacional de Apoio aos Professores de Ciências nas Escolas Públicas de Ensino Médio. Está reservado R$ 1,2 milhão para esse incentivo, que espera envolver pelo menos mil bolsistas, com a anuência de seus orientadores, e atingir 15 mil professores neste primeiro ano.

- Estou cumprindo um compromisso que assumi no início do ano passado, quando anunciamos o aumento do número de bolsas de estudos. É mais um passo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para formar 10 mil doutores até o final do seu mandato, acentuou o ministro Roberto Amaral.

O anúncio acontece no auditório Hélio Fraga do Centro de Ciências da Saúde, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ilha do Fundão - Campus Universitário).

.:: do MCT


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[O Brasil do BBB 4]


O programa começará a ser exibido apenas na semana que vem. Dois nomes ainda aparecerão, salvos do anonimato simbolizado por uma suposta urna. A quinta-feira marcou apenas o início da jornada de três meses rumo à fama para doze pessoas, apresentadas via testemunhais familiares emocionados e depoimentos fundados em apelo e originalidade cujo efeito resulta inevitavelmente em "já vi isso antes...".
[...]
Valeu a pena esperar por mais ou menos um ano para verificar mais ou menos o previsível. Quem produz o Big Brother Brasil defende a tese de que o Brasil pode ser dividido em duas categorias humanas fundamentais: os lutadores da vida ordinária e os consagrados. Aqui, consagração financeira vale, mas consagração física é moeda mais enxuta diante das câmeras e de um público que vem sendo adestrado para idealizar e jantar imagem.
.:: leia na íntegra no Agência Carta Maior - autor: Claudio Szynkier

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[texto e comentário sobre BLOGS - das listas de discussão]


O texto:

BLOGS


Charles Kiefer - escritor

Todo produto cultural - ainda o mais alienado e superficial - oculta na sombra da aparência a massa sólida e substanciosa que o projeta. A um olhar rápido, e que não penetra a matéria observada, os blogs não passam de 'trenzinhos elétricos de diversão do ego', nos quais adolescentes desorientados estariam fazendo mera catarse, como têm dito aqueles que condenam, geralmente sequer sem conhecer, essa nova forma de expressão.

Num certo aspecto, a acusação é verdadeira. Nesses novos espaços de comunicação, o ego passeia - como passeou, solene, na tragédia áurea, na lírica clássica e no drama burguês - porque o texto real ou virtual é a casa do ego, no qual o ser lança os seus fundamentos. E no labirinto do ego devorador é de pouca ou de nenhuma importância a diferença entre a dor de Homero e a angústia de uma estagiária de comunicação.

É bom que o ego passeie pelos blogs, e que se expanda, e que se desnude, especialmente nessa fase fundadora, de pura 'ex-pressão', quando o que é quer vir para fora, embora saia apertado e abaixo de vaias. De tanto mostrar-se, a expressão, no choque permanente contra o leito do rio da experiência, arredondará as suas formas, polirá as suas arestas e se transformará em arte (o que chamamos de Homero é a lenta sedimentação de um processo popular polifônico, que a tardia gramática helenista transformou em modelo de 'bem-escrever'). E então, o olhar apressado há de deter-se sobre o novo objeto e será capaz de 'ad-mirá-lo'.

Em sua protoforma, os blogs 'parecem' ser a escória de uma civilização voyeurista, o destilado mais recente da tecnificação absoluta. No entanto, como a natureza apavoram o absoluto e as afirmações categóricas, ela própria se encarregará de vingar-se, transformando, ainda uma vez, o periférico e marginal em central e integrado. Os blogs podem vir a ser a mais autêntica forma de expressão artística do século XXI.

original em: http://www.charleskiefer.com.br/
enviado por: Carolina Engler

O comentário:

Carolina e amigos:

Alguns amigos, companheiros de internet, costumam dizer: "A revolução não será televisionada."
Porque a revolução não vem do que se costuma chamar centro, do que se tem por oficial. A transformação da praxis humana vem dos "puxadinhos" (outra expressão que costumo ouvir naquele grupo) que construímos aqui e ali.
Um blog, como espaço individual ou coletivo de expressão, pode dar voz a quem não tem. Gratuitos, construidos com rudimentos de tecnologia, acessíveis aos não técnicos, são os 'puxadinhos'. Uma favela expressiva que se ergue ao redor e além da midia oficial.
Paraíso do ego? Mas, também, voz para os movimentos sociais, espaço de aprendizagem.
Mas ainda um espaço restrito aqueles que tem acesso a www. E somos poucos.

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[do jornal da ciência - 30/12]


.:: Cooperação entre iguais, artigo de Roberto Amaral

Os acordos com a Ucrânia e a China geram novo modelo de cooperação, progresso e respeito mútuo nas relações internacionais

Roberto Amaral é ministro da C&T. Artigo publicado no "Jornal do Brasil":

O Acordo de Salvaguardas entre Brasil e Ucrânia mostra o amadurecimento de nosso país. Consagra, acima de tudo, a autonomia brasileira e diz que nenhum propósito comercial pode sobrepor-se à dignidade nacional. segue


.:: A queda de braço na biossegurança

Para cientistas e acadêmicos, projeto do governo inviabiliza o desenvolvimento da pesquisa de organismos geneticamente modificados - segue


.:: Carta aberta ao CNPq sobre critérios de julgamento no último Edital Universal

Como explicar que, num edital tão concorrido como aquele, o resultado do julgamento viesse a contemplar para financiamento nove projetos de pesquisadores oriundos de uma mesma instituição? - segue

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