Ministro anuncia criação de bolsa de iniciação à docência

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O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou, na tarde desta sexta-feira, 27, em Brasília, a criação de uma bolsa de iniciação à docência, nos moldes da bolsa de iniciação científica, para graduandos, concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “ Temos 20 mil bolsas de iniciação científica e teremos também o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) já em 2008”, adiantou. A medida foi anunciada durante seminário que discutiu o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

A idéia de criar a nova modalidade de bolsas surgiu das críticas e sugestões feitas pela população ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). “Nos apropriamos de uma sugestão que nos chamou a atenção, pela preocupação de, já na graduação, darmos uma atenção especial à formação dos futuros professores”, contou Haddad.

Segundo o ministro, a concessão de bolsas sempre esteve voltada para a educação científica e para a pós-graduação, e não assistia a formação para a educação básica. “Precisamos de um programa de bolsas, sobretudo nas áreas onde há carência de licenciados, como química, física, matemática e biologia”, ressaltou Haddad. “Não havia um programa estruturado de apoio aos que queriam exercer o magistério na educação básica depois de formados. Essa medida não vai fazer parte do PDE, mas será complementar a ele”, explicou.

O ministro discutiu essa e outras ações relacionadas à educação superior com cerca de 200 reitores, vice-reitores e representantes de todas as instituições de ensino superior do país. O seminário buscou tirar dúvidas e discutir as diretrizes gerais acerca do Reuni.

O programa, instituído pelo Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007, pretende ampliar o acesso e a permanência dos jovens na educação superior. A meta é a elevação da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para 90% e aumentar a relação professor/aluno de nove para 18, num prazo de cinco anos, a partir do início do plano de reestruturação de cada instituição.

Peça central — “O Reuni é uma peça central para a educação superior e um dos pilares do PDE, porque amplia o horizonte de autonomia das universidades, ao criar um colchão orçamentário para cada instituição que precisa repensar seu papel na sociedade e sua missão institucional”, avaliou o ministro.

Para receber recursos previstos no PDE e participar do Reuni, as universidades federais precisarão apresentar projetos de reformulação que incluam, além do aumento de vagas, medidas como ampliação ou abertura de cursos noturnos, redução do custo por aluno, flexibilização de currículos, criação de arquiteturas curriculares e ações de combate à evasão. Para possibilitar a reestruturação, o Reuni calcula ser necessário um acréscimo de 20% no orçamento das instituições, suficiente para suprir despesas com pessoal e custeio.

A participação no programa está condicionada à apresentação de projeto próprio de cada instituição. ”Estamos construindo isso com os dirigentes das instituições e com a comunidade científica. Não estamos impondo nada de dentro de um gabinete, sem dar atenção às questões específicas de cada caso”, afirmou Haddad.

Para a vice-reitora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Márcia Helena Mendonça, as discussões caminharam na direção do consenso entre o ministério e as reivindicações das reitorias. “ Esse crescimento com qualidade vai gerar uma mudança importantíssima na educação superior brasileira e na transformação social do nosso país”, acredita. (Maria Clara Machado, da Assessoria de Comunicação do MEC)

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A chegada da polícia: Quilombo de Linharinho, 26 de Julho de 2007

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No quarto dia de retomada do território de Linharinho se amanheceu com enorme entusiasmo. Depois de um mingau de milho doce pela manhã, uma roda de crianças cirandava por dentro do circo, armado desde o dia 23. A cozinha, construída no dia anterior, já estava a plenos vapores. Durante todo o dia, intenso trabalho de mulheres, homens, em inúmeros mutirões.

Na construção da cacimba, 6 jovens cavavam pra mais de metro, até jorrar a água fria do São Domingos, crivado de eucaliptos na mata ciliar. Concluiu-se o posto de saúde, com prateleiras onde já se organizava a disposição das ervas medicinais e seus preparados. Instalada a energia, ponto importante foi a inauguração da rádio luar, livre para todas as falas, e também usada nas horas de assembléias.

Na rádio luar, cantou-se e celebrou-se com música. As mudas e sementes crioulas já estavam chegando em quantidade mais intensa, desde os quintais de várias mulheres das comunidades mais próximas, que se organizavam em um grupo específico. Traziam bananeira, coco, milho, feijão, quiabo, etc. E tudo isso precisava ser organizado e classificado, já prevendo os mutirões de plantio do dia seguinte, depois da limpeza da área imunda de eucaliptos.

O que mais impressionava era a chegada de mais e mais gente, de comunidades cada vez mais distantes. Á luta do Quilombo de Linharinho vinham se somar Angelim 1,2 e 3, São Domingos, Roda d’Água, Dilõ, Nova Vista e mais gente de Santana, de Itaúnas. As barracas se multiplicavam: 8 no primeiro dia, 15 no segundo, 23 no terceiro. Quantos chegarão até o forró de Sábado?
Almoço: feijão, arroz, carne, farinha, repolho, tomate. Longa fila de pratos e canecas. Descanso e volta aos mutirões. Foi então que se ouviu o anúncio da segurança. Era por volta de 4 horas da tarde, quando dois morteiros explodiram no ar. Foram todos e todas pro portão de entrada e pra guarita, construídos logo no primeiro dia.

Chegou primeiro o INCRA, para uma audiência convocada pela negrada. Logo depois, chegaram os representantes do governador Paulo Hartung e da (In)justiça: 20 carros da pm garantiam a segurança do oficial, que vinha notificar o paraíso quilombola, de sua liberdade e alegria.

Ficaram do lado de fora da guarita de segurança. Com o documento de reintegração de posse em mãos, solicitavam alguma assinatura de recebimento, na delicadeza das botinas e armas. Ninguém quis assinar não. Um cordialíssimo diálogo se deu, no assina não assina, quem assina? Negociou-se um novo prazo para o recebimento da notificação. Amanhã, dia 27 de Julho, pela manhã. A pm se foi. Uma trégua temporária.

Na lona do circo, uma nova assembléia, agora com o INCRA. Muitas falas quilombolas,de revolta e encorajamento, de cobrança de agilização do lento processo estatal e administrativo. O INCRA reafirma a portaria publicada no Diário Oficial da União: as terras são de Linharinho! A audiência com o INCRA acaba e a assembléia continua. Mais falas, de quilombolas e parceiros presentes. Muitos debates, avaliações e planos, a verificar.

A mídia oficial nada veicula, mas no Quilombo paira a certeza de que não se está só, apesar da ausência completa dos deputados e vereadores que sempre dizem apoiar a luta quilombola. Onde estariam eles nos últimos 4 dias? Viva a resistência quilombola!
Amanhã vai ser outro dia.
26 de julho/2007.
Texto coletivo
Fotos Adital

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A Marcha

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Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas.

A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: "cansei do caos aéreo", "cansei de bala perdida", "cansei de pagar tantos impostos".

É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D'Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra.

São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc.
Acorda, Lula! Chama o teu povo.

enviada por Mino Carta


El robo de cerebros

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Fidel Castro

Algo mencioné sobre el tema y cité un ejemplo en mi última reflexión, "Bush, la Salud y la Educación", que dediqué a los niños. En esta, dirigida a la primera graduación de la Universidad de las Ciencias Informáticas (UCI), abordaré un poco más a fondo el espinoso asunto.

Ellos fueron los pioneros, de los que tanto aprendí sobre la inteligencia y los valores de nuestros jóvenes cuando se cultivan con esmero. Mucho aprendí también del excelente cuerpo de profesores, gran parte de los cuales estudió en la Ciudad Universitaria "José Antonio Echeverría" (CUJAE).

No puedo olvidar tampoco el ejemplo de los trabajadores sociales, que con su capacidad de organización y espíritu de sacrificio enriquecieron mis conocimientos y mi experiencia, ni los miles de educadores graduados hace poco, que cumplimentaron el propósito de elevar a un profesor por cada 15 alumnos el séptimo, octavo y noveno grados de la Secundaria Básica. Todos iniciaron sus estudios universitarios casi simultáneamente, al calor de las ideas que nacieron y se aplicaron en la batalla por la devolución a su familia y a su patria de un niño de 6 años de edad secuestrado, por el cual estábamos dispuestos a darlo todo.

Dentro de dos días la UCI graduará 1 334 ingenieros en Ciencias Informáticas de todo el país, que ganaron la beca por su conducta ejemplar y sus conocimientos. De ellos, 1 134 han sido distribuidos en los ministerios que prestan importantes servicios a nuestro pueblo y en los organismos que manejan recursos económicos fundamentales. Quedó una reserva centralizada de 200 jóvenes bien escogidos, que crecerá año tras año. Su destino será múltiple. Esta reserva la forman graduados de todas las provincias del país y se alojarán en la propia UCI. El 56 por ciento son muchachos y el 44 por ciento muchachas.

La UCI abre sus puertas a jóvenes de los 169 municipios de Cuba. No sustenta sus bases en el modelo de exclusión y competencia entre los seres humanos que preconizan los países capitalistas desarrollados.

La realidad del mundo parece haber sido diseñada para sembrar el egoísmo, el individualismo y la deshumanización del hombre.

Un despacho de la agencia Reuters publicado el 3 de mayo del 2006, titulado "La fuga de cerebros africanos deja al continente sin personal calificado y obstaculiza su desarrollo", afirma que en África "se estima que 20 000 profesionales emigran cada año hacia Occidente", dejando al continente "sin los doctores, enfermeros, maestros e ingenieros que necesita para romper un ciclo de pobreza y subdesarrollo".

Reuters añade: "La Organización Mundial de la Salud afirma que el África subsahariana carga con el 24 por ciento del peso mundial de enfermedades, incluyendo el SIDA, la malaria y la tuberculosis. Para hacerle frente a ese desafío solo cuenta con el 3 por ciento de los trabajadores calificados del mundo."

En Malawi, "solo el 5 por ciento de los puestos para médicos y el 65 por ciento de las vacantes para enfermeras están cubiertas. En ese país de 10 millones de habitantes un doctor atiende a 50 000 personas".

La agencia, citando textualmente un informe del Banco Mundial, expresa: "Estancada por los conflictos internos, la pobreza y las enfermedades, muchas de ellas curables pero sin ninguna asistencia médica, gran parte de África no está en condiciones de competir con los países ricos que prometen mejores salarios, mejores condiciones laborales y estabilidad política".

"La fuga de cerebros es un golpe por partida doble para las economías débiles que no solo pierden sus mejores recursos humanos y el dinero en su capacitación, sino que después deben pagar aproximadamente 5 600 millones de dólares al año para emplear a los expatriados."

La frase "fuga de cerebros" fue acuñada en los años 60, cuando Estados Unidos acaparó a los médicos del Reino Unido. En aquel caso el despojo tuvo lugar entre dos países desarrollados, uno que emergió de la segunda guerra mundial en el año 1944 con el 80 por ciento del oro en barras y el otro golpeado fuertemente y despojado de su imperio en aquella guerra.

Un informe del Banco Mundial titulado "Migración internacional, remesas y la fuga de cerebros ", que se dio a conocer en octubre de 2005, arrojó los siguientes resultados:

En los últimos 40 años, más de 1 200 000 profesionales de la región de América Latina y el Caribe emigraron hacia Estados Unidos, Canadá y el Reino Unido. De Latinoamérica han emigrado como promedio más de 70 científicos por día, durante 40 años.

De los 150 millones de personas que en el mundo participan en actividades científicas y tecnológicas, el 90 por ciento se concentran en los países de las siete naciones más industrializadas.

Varios países, sobre todo los pequeños de África, el Caribe y América Central, han perdido a través de la migración más del 30 por ciento de su población con educación superior.

El Caribe insular, donde el idioma de casi todos los países es el inglés, posee la fuga de cerebros más alta del mundo. En algunos de ellos, 8 de cada 10 egresados universitarios se han ido de sus naciones.

Más del 70 por ciento de los programadores de software de la compañía estadounidense Microsoft Corporation proceden de la India y América Latina.

Mención especial merecen los intensos movimientos migratorios que se originaron, a partir de la desaparición del campo socialista, de Europa del Este y la Unión Soviética hacia Europa Occidental y América del Norte.

La Organización Internacional del Trabajo (OIT) indica que el número de los científicos e ingenieros que abandonan sus países de origen hacia naciones industrializadas equivale a cerca de un tercio del número de los que se quedan en sus países de origen, lo cual provoca una merma importante del capital humano indispensable.

El análisis de la OIT sostiene que la migración de estudiantes es un fenómeno precursor de la fuga de cerebros. La Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) afirmó que a principios del actual milenio poco más de "1,5 millones de estudiantes extranjeros cursaban estudios superiores en los estados miembros, y que de ellos más de la mitad eran procedentes de países ajenos a la OCDE. De ese total casi medio millón estaba en Estados Unidos, un cuarto de millón estaba en el Reino Unido y alrededor de 200 mil en Alemania".

Entre 1960 y 1990, Estados Unidos y Canadá aceptaron más de un millón de inmigrantes profesionales y técnicos de países del Tercer Mundo.

Las cifras apenas esbozan la tragedia.

En los últimos años la promoción de esta emigración se ha convertido en una política oficial de Estado en varios países del Norte, con incentivos y procedimientos especialmente diseñados para ese fin:

El "Acta para la Competitividad Americana en el Siglo 21" —aprobada por el Congreso de Estados Unidos en el 2000— incrementó las visas para trabajo temporal, conocidas como H-1B, de 65 mil a 115 mil en el año fiscal 2000, y después hasta 195 mil para los años 2001, 2002 y 2003. El objetivo de este incremento fue promover el ingreso a Estados Unidos de inmigrantes altamente calificados que pudieran cubrir puestos en el sector de la alta tecnología. Aunque esta cifra se redujo a 65 mil en el año fiscal 2005, el río de profesionales hacia ese país se ha mantenido inalterable.

Medidas similares fueron promulgadas por el Reino Unido, Alemania, Canadá y Australia. Este último país desde 1990 priorizó la inmigración de trabajadores altamente calificados, fundamentalmente en sectores como la banca, los seguros y la llamada economía del conocimiento.

En casi todos el criterio de selección está basado en la alta calificación, idioma, edad, experiencia de trabajo y resultados profesionales. El programa del Reino Unido otorga puntos extras para los médicos.

Ese continuo saqueo de cerebros en los países del Sur desarticula y debilita los programas de formación de capital humano, un recurso necesario para salir a flote del subdesarrollo. No se trata solo de las transferencias de capitales, sino de la importación de la materia gris, cortando de raíz la inteligencia y el futuro de los pueblos.

Entre 1959 y el 2004 se graduaron en Cuba 805 903 profesionales, incluyendo médicos. La injusta política de Estados Unidos contra nuestro país nos ha privado del 5,16 por ciento de los profesionales graduados por la Revolución.

Sin embargo, ni siquiera para la élite de trabajadores inmigrantes las condiciones de empleo y de salario son iguales a las de los nacionales norteamericanos. A fin de evitar el complicado papeleo que impone la legislación laboral y los costos del trámite de inmigración, en Estados Unidos se ha llegado al colmo de crear un barco-factoría de software que mantiene a esclavos altamente calificados varados en aguas internacionales, en una variante de maquila para la producción de toda suerte de aparatos digitales. El proyecto SeaCode consiste en mantener un barco anclado a más de tres millas de la costa de California (aguas internacionales) con 600 informáticos de la India a bordo, que trabajan 12 horas diarias sin parar durante cuatro meses en el mar.

Las tendencias a la privatización del conocimiento y a la internalización de la investigación científica en empresas subordinadas al gran capital ha ido creando una especie de "Apartheid científico" para la gran mayoría de la humanidad.

El grupo Estados Unidos, Japón y Alemania tiene un por ciento de la población mundial similar al de América Latina, pero la inversión en investigación desarrollo es de 52,9 por ciento frente a 1,3 por ciento. La brecha económica de hoy anticipa hasta dónde puede llegar la de mañana, si estas tendencias no son revertidas.

Semejante futuro está instalado ya entre nosotros. La llamada nueva economía mueve enormes flujos de capital cada año. Según un reporte de Digital Planet 2006, de la Alianza Mundial de la Tecnología de la Información y los Servicios (WITSA), el mercado global para las Tecnologías de la Información y las Comunicaciones (TIC) alcanzó tres millones de millones de dólares norteamericanos en el año 2006.

Cada vez hay más personas conectadas a la Internet —el 9 de julio del 2007 alcanzaba casi los 1 400 millones de usuarios—, sin embargo, en buena parte de los países, incluidos muchos desarrollados, los ciudadanos que no tienen acceso a ese servicio siguen siendo mayoría. La brecha digital se traduce en diferencias dramáticas donde una parte de la humanidad, afortunada y comunicada, dispone de más información que la que nunca tuvo generación alguna.

Para que se tenga una idea de lo que eso significa, basta comparar apenas dos realidades: mientras en Estados Unidos accede a la Red algo más del 70 por ciento de la población, en toda África lo hace apenas el 3 por ciento. Los proveedores de servicios de Internet se encuentran en países de altos ingresos, donde vive sólo el 16 por ciento de la población mundial.

Urge enfrentar la situación de indigencia en que nuestro grupo de países se encuentra en este escenario de las redes globales de información, Internet y todos los medios modernos de transmisión de información e imágenes. No puede llamarse ni medianamente humana una sociedad donde los seres humanos sobren por millones y constituya una práctica el robo de cerebros de los países del Sur, y se perpetúa el poder económico y el disfrute de las nuevas tecnologías en unas pocas manos. Resolver este dilema es tan trascendente para el destino de la humanidad como enfrentar la crisis del cambio climático en el planeta, problemas que están absolutamente interrelacionados.

A modo de conclusión les añado:

Quien tenga una computadora dispone de todos los conocimientos publicados. La privilegiada memoria de la máquina le pertenece también a él.

Las ideas nacen de los conocimientos y de los valores éticos. Una parte importante del problema estaría resuelta tecnológicamente, la otra hay que cultivarla sin descanso o de lo contrario se impondrán los instintos más primarios.

La tarea que los graduados de la UCI tienen por delante es grandiosa. Espero que la cumplan, y la cumplirán.


http://alainet.org/active/18662

MEC e Universidades discutem expansão

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A reestruturação e expansão das universidades federais são algumas da metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). O plano estabelece que, até 2010, a educação superior deva ser ofertada a pelo menos 30% dos jovens na faixa de 18 a 24 anos. Para isso, será preciso dotar as universidades federais de condições necessárias para a ampliação do acesso e permanência na educação superior.

A forma como isso será feito é o tema do 1º Seminário Nacional do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que ocorre desta quinta-feira, 26, até sexta-feira, 27. O evento reúne mais de 160 educadores e representantes de universidades federais de todo o país. A abertura foi feita pelo secretário executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim.

Para o secretário, a característica mais importante do programa é o respeito à autonomia universitária. Não há, portanto, um modelo único para ser seguido por todas as instituições. “As políticas públicas serão construídas conjuntamente, respeitando as especificidades de cada instituição e de cada região do país”, explica.

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), Jorge Guimarães, falou sobre a importância das universidades explicitarem no planejamento suas metas para a pós-graduação. “É importante que as instituições apresentem suas fortalezas e também suas fraquezas para podermos avançar de forma quantitativa e qualitativa”.

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes), Arquimedes Ciloni, elogiou o Reuni. Segundo ele, em 1998, a Andifes protocolou uma proposta de expansão junto ao MEC e agora tem essa oportunidade. “Este é um sinal de avanço e por meio do PDE podemos sonhar com a expansão da educação básica, da educação e da pós”, afirmou.

Diretrizes ― Na tarde dessa quinta-feira, 26, o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota, apresentou a versão preliminar das diretrizes do Reuni, seus aspectos políticos e indicadores. O programa se propõe a reforçar iniciativas para a ampliação das vagas e a elevação da qualidade da educação superior. Entre os objetivos para os próximos cinco anos, estão a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presencial para 90% e também o aumento da relação de alunos de graduação por professor para 18. Hoje, a relação é de dez alunos por professor.(com informações de Cíntia Caldas, ACS/MEC)

fonte: CAPES

Inscrições para intercâmbio Brasil e Argentina vão até dia 31

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do portal da Capes

Docentes e pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação de instituições de ensino superior brasileiras, interessados em participar de intercâmbio acadêmico com a Argentina, podem fazer suas inscrições até 31 de julho. O programa é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (SECyT), do Ministério de Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.

Criado em 1998, para fortalecer o intercâmbio de pesquisadores brasileiros e argentinos em todas as áreas do conhecimento, o Programa Capes-SECyT já financiou 132 projetos. Atualmente, 36 projetos estão em execução. O Capes-SECyT concede bolsas de estudos, em nível de doutorado sanduíche e pós-doutorado, além de apoio financeiro para diárias, material de consumo e aquisição de passagens aéreas para docentes e discentes.

As propostas encaminhadas deverão estar vinculadas a um programa de pós-graduação avaliado pela Capes, preferencialmente, com conceitos 5, 6 ou 7. Cada equipe deverá ser composta de no mínimo dois doutores, coordenada por docente com título de doutor há pelo menos cinco anos. A duração prevista de cada projeto é de dois anos, improrrogáveis.

De acordo com o assessor técnico de Cooperação Internacional da Capes, Sérgio Avellar, em suas próximas edições o programa pretende focar as áreas das engenharias, embora sem deixar de atender as demais. “A idéia é ampliar a demanda de projetos de pesquisa nas áreas das engenharias, consideradas prioritárias pela Capes.” A agência está integrada ao Programa Inova engenharia, que reúne 17 instituições e órgãos federais, ao Programa de Modernização das Engenharias, e à Política Industrial, Tecnológica e de comércio Exterior (PITCE) do governo federal.

Para saber mais sobre o programa Capes-SECyT acesse aqui. (Fátima Schenini)

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