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Diretamente de Paris, por email, Vera nos manda notícias:

" Ola, aqui são 7 horas, está fazendo zero grau, há promessa de neve para hoje, estou fazendo chimarrão;às 9 vou ao museu Rodin e depois ao jardim de Luxemburgo; a Bruna está na Bélgica, volta hoje à noite; amanhã a meia noite, vamos por todas as roupas que couber e ir assistir a queima de fogos de artificios no arco do triunfo. A torre Eifel está divinamente iluminada. Bom 2004, beijos, Vera".

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[Vera no Chateau Royal de Chambord]


Pessoal!

Olhem a foto.

Reconhecem?

Pois não é ilusão de ótica não. É nossa colega Vera Corazza em passeio pelo Vale do Loire.

Vera embarcou para a França no dia 23 de dezembro, retornando no início de janeiro.
O merecido descanso é partilhado com o marido, Gentil Corazza que lá está fazendo seu pós-doutorado e com a filha Bruna, que permace por seis meses na Inglaterra, participando de um intercâmbio.

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[mais leituras]


.::. Biblioteca Digital reunirá produção científica do país

Universidades do Rio se integram ao projeto

Toda a produção científica de teses e dissertações do país será concentrada na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Informação em C&T (Ibict), vinculado ao MCT

No Brasil são produzidos anualmente cerca de 30 mil trabalhos científicos. O sistema de informações já tem em seu banco de dados quatro mil dissertações e teses da USP, UFSC e PUC-Rio, as três primeiras Universidades a se engajarem no projeto.
:: segue

.::. Relatório traça rumos da pesquisa no país

Duas instituições federais de apoio à C&T estão revendo conceitos e estudando ajustes estruturais para atender melhor à demanda pela pesquisa no país

As ações serão baseadas em relatório que a Comissão Interministerial para o Desenvolvimento da Pós-Graduação e da Ciência e Tecnologia entregou para a Capes e o ao CNPq no dia 10 de dezembro.

O documento aponta a necessidade de se retomar a reclassificação das áreas do conhecimento, o que deve ser feito de janeiro a julho de 2004.
:: segue
:: mais informações: Relatório no CNPQ

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[A educação é bem público, artigo de Wrana Panizzi]


Com base nos princípios do mérito e da liberdade acadêmicos, a Universidade produz conhecimento, C&T, arte, cultura, identidade, riqueza material e valores que não beneficiam só o diplomado, mas a sociedade. Essa obra não pode e não deve ser financiada por indivíduos, mas pelo conjunto da sociedade.

Wrana Panizzi, professora titular do Depto. de Urbanismo e reitora da UFRGS e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Superior (Andifes). Neste artigo, ela responde à pergunta da 'Folha de SP' - 'Deve-se instituir uma contribuição social para o ensino superior?'

O financiamento da educação superior desafia não o governo, mas a sociedade brasileira. Desse ponto de vista, a proposta apresentada pela dep. Selma Schons deve ser amplamente analisada e debatida, pois trata de tema de grande relevância.

Minha divergência de fundo com a cobrança de 'contribuição social', através de alíquota do Imposto de Renda, de diplomados da rede pública de educação superior diz respeito à ameaça que isso representaria para a educação como bem público.

A proposta, de fato, põe fim ao princípio da gratuidade do ensino, transferindo o compromisso com o financiamento da educação da sociedade para os indivíduos. A Universidade moderna é o resultado de uma longa construção histórica.

Ela consolidou-se e ganhou legitimidade como instituição precisamente por se mostrar capaz de transmitir e de produzir conhecimento. A Universidade, portanto, deve necessariamente associar ensino, pesquisa e extensão, e uma instituição assim certamente demanda altos investimentos.

As nações que mais investem em suas Universidades são, não por acaso, as mais desenvolvidos do planeta - aliás, ao ingressarmos na sociedade do conhecimento, acentua-se a hegemonia por elas exercida no cenário internacional.

Essas nações há muito compreenderam que é impossível 'vender' a educação e o conhecimento pelo valor que de fato têm. Isso custaria tão caro que nenhum estudante conseguiria pagar. A formação estritamente profissional, embora tenha enorme importância social, é apenas uma das tantas atividades realizadas pela universidade.

Com base nos princípios do mérito e da liberdade acadêmicos, a Universidade produz conhecimento, ciência, tecnologia, arte, cultura, identidade, riqueza material e valores que não beneficiam só o diplomado, mas a sociedade.

Essa obra não pode e não deve ser financiada por indivíduos, mas pelo conjunto da sociedade. Uma nação que se quer soberana não pode e não deve abrir mão dos critérios do mérito e da liberdade acadêmicos como únicos admissíveis na vida universitária. Por isso, e não por qualquer outra razão, as melhores Universidades do mundo são públicas.

Não precisamos ir longe. Basta olhar para o nosso Brasil: apesar das restrições financeiras e dos baixos salários, as Universidade públicas continuam sendo referência de qualidade para o sistema nacional de educação superior.

Tenho a absoluta convicção de que isso acontece porque ali prospera a educação como bem público.

Além dessa divergência de fundo, a proposta da dep. Selma Schons, caso aprovada, geraria grandes e indesejáveis distorções.

Por exemplo, na medida em que os recursos arrecadados fossem depositados nas contas das Universidades de origem do diplomado, as maiores e mais antigas Universidades, precisamente aquelas localizadas nas regiões mais bem servidas pela educação superior, tenderiam a abocanhar a maior fatia do bolo.

Aumentariam, assim, as nossas já graves desigualdades regionais no que se refere à formação superior e à pesquisa.

A inclusão de alunos de pós-graduação na proposta parece-nos outra fonte de dificuldades operacionais e de injustiça. Um aluno graduado em uma Universidade pública e pós-graduado em outra contribuiria em dobro e para as duas instituições?

Por outro lado, sabemos que programas de pós-graduação, faculdades e Universidades privadas recebem volumosos subsídios públicos.

Se um estudante de pós-graduação diplomado por uma Universidade pública for obrigado a pagar a 'contribuição social', o que se cobrará do aluno de uma Universidade privada que concede bolsas e isenção de taxas por conta de dinheiro público?

Ou o estudante que, por mérito, ingressa em uma Universidade pública seria 'penalizado' por isso?

O financiamento da educação superior no Brasil é, em primeiro lugar, um problema político. Ele precisa ser enfrentado com coragem e urgência.

O encaminhamento de soluções para esse grave problema demanda, antes de mais nada, a construção de um novo pacto universitário e a definição de um novo marco regulatório para o sistema nacional de educação superior.

Feito isso, cabe à sociedade brasileira decidir se, como acontece nas nações mais desenvolvidas, ela quer se prover de um sistema universitário republicano de alto nível, capaz de formar profissionais e cidadãos e, principalmente, capaz de contribuir de maneira decisiva para o desenvolvimento do país.

É tradição em muitos países tomados freqüentemente como 'exemplo' para a educação superior brasileira a doação de significativos recursos às universidades por parte de indivíduos e empresas.

Fica aqui uma sugestão: por que o Congresso não regulamenta, finalmente, o sempre adiado Imposto sobre Grandes Fortunas e destina sua arrecadação ao sistema público de educação superior?
(Folha de SP, 20/12)

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[boas leituras]


Para movimentos sociais, país deve direitos fundamentais
Maurício Thuswohl – 22/12/2003
O primeiro ano da experiência histórica de um governo de esquerda no Brasil se aproxima do fim sem ter dado sinais de reversão do grave quadro de violação do direito humano ao trabalho, à terra e moradia, à educação e à soberania alimentar.
(leia mais)


Tratado com EUA ameaça soberania do Chile, diz Stiglitz
Marco Aurélio Weissheimer
Para o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, Chile não obterá livre acesso aos mercados dos EUA, assim como o México também não obteve, no caso do Nafta. Pesquisa revela que cerca de 1,2 milhão de chilenos estão vivendo em situação de extrema pobreza.
(leia mais)


Perspectivas - Fantasmas de Ruanda
Maurício Thuswohl
Primeira cúpula da ONU sobre a sociedade da informação preferiu ignorar os temas mais sensíveis a serem discutidos no encontro, como a criação de mecanismos para diminuir a exclusão digital que ainda assola 86% da humanidade.
(leia mais)

:: fonte >>> Agência Carta Maior - 22/12/2003



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[Formar professores para o aqui e o agora!]


Nelson De Luca Pretto*

Vivemos um mundo absolutamente alucinado. As transformações que estamos vivenciando no mundo contemporâneo têm colocado a escola num verdadeiro impasse. As tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a rede Internet, estão promovendo modificações na forma de ser e de pensar da humanidade. A meninada vai pra rua, em Salvador e em todos os cantos do mundo, articulando-se através das redes, tecnológicas ou não.

Com o crescente desenvolvimento da chamada cultura tecnológica, ligada diretamente à emergência dessas tecnologias da informação e da comunicação, retoma-se a discussão sobre o papel da educação nesse inicio de milênio.

A Internet é uma rede mundial de comunicação e de processamento de dados e informações, cujo suporte material são redes de conexões digitais entre diversos computadores espalhados pelo mundo inteiro, estando diretamente associada ao conjunto de transformações no modo de pensar e conviver da humanidade. Para isso, necessário se faz, obviamente, garantir o acesso a todos, professores, alunos e a sociedade em geral.

A compreensão dos novos meios de comunicação e informação exige, conseqüentemente, a transformação da prática pedagógica em vigor no sistema formal de ensino. Para nós, da Faculdade de Educação da UFBA, a novidade dessas novas tecnologias para o âmbito educacional reside, justamente, no fato do desenvolvimento técnico-científico implicar no rompimento de padrões de organização e de funcionamento da vida social, bem como dos modelos de representação dessa realidade.exigindo de cada um de nós, professores, a indispensável problematização da prática pedagógica como um todo, passando, necessariamente, pelo redimensionamento da concepção e pelo desenvolvimento do currículo. Dos currículos! A lógica linear de currículo, seja ela a antiga grade ou as modernas matrizes, não conta desses desafios. O que estamos propondo nos projetos de formação de professores que estão sendo implantados na UFBA pela Faculdade de Educação é uma nova concepção de currículo, inserido nesta lógica hipertextual. Pensamos, portanto, no currículo como um hipertexto, como um verdadeiro labirinto.

Dentro desta perspectiva, o currículo assume a função de uma interface, porque é um elemento estratégico para propiciar a mobilização integral de todos envolvidos com a produção/difusão do conhecimento. Ou seja, o currículo não estaria única e rigidamente voltado para o desenvolvimento racional, com base no pensamento abstrato, mas para a integração razão-emoção, revalorizando, na construção do conhecimento e na representação do real, a articulação do imaginário com a abstração, da subjetividade com a objetividade, do trabalho com o prazer - a integração do lado direito com o lado esquerdo do cérebro.

Por outro lado, o currículo como uma interface se refere ao seu compromisso com a interatividade, de modo a colocá-lo como meio/fim estratégico para a produção coletiva do conhecimento, para o pensar coletivo. Nesse sentido, a organização dos conteúdos pedagógicos não pode se dar de maneira linear, geralmente vertical, mas de modo articulador das diversas disciplinas, flexível, ágil, dinâmico, interativo, heterogêno, simultâneo, próprios do pensar coletivo, atendendo às demandas das comunidade escolar, da sociedade em geral, da produção cultural, dos questionamentos teóricos-metodológicos do fazer pedagógico na contemporaneidade.

Tentando dar uma maior visibilidade a esta nova concepção de currículo, estamos articulando no projetos de formação para professores de Irecê e de Salvador, de modo integrado e simultâneo, áreas de conhecimento que possam ser combinadas de acordo com os interesses dos estudantes e pesquisadores, contemplando a multiplicidade de olhares sobre os objetos do conhecimento. O que se quer é fortalecer a heterogeneidade do grupo, buscando um caminhar coletivo que respeite e considere estas diferenças. AS diferenças enquanto elementos fundantes desse processos e não apenas como elementos ilustradores das diversidades.

Eles passam a assumir o papel de lideranças educacionais - e consequentemente políticas - que articulam um movimento maior de re-valorização dos valores locais uma vez que estas estão cada dia mais disponibilizadas pelos moderno e velozes meios de comunicação eletrônicos.



* Nelson De Luca Pretto - Diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. http://www.pretto.info

:: original


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[Carlos Nelson Coutinho: "O governo Lula é de centro direita"]


Capturado no excelente Comunicação, Cultura e Política, blog de Denis de Moraes, a entrevista de Carlos Nelson Coutinho ao JB. Abaixo uma provinha:

JB: A expulsão da senadora Heloísa Helena é a gota d'água a transbordar o copo dos que criticam os rumos do atual PT?

CNC: Trata-se precisamente disto, da gota d’água. Na verdade, não estamos nos afastando do PT, Milton Temer, Leandro Konder e eu, apenas por causa da expulsão da Heloísa e de outros companheiros. Começou há algum tempo a nossa sofrida reflexão sobre as transformações experimentadas pelo PT, que vêm ocorrendo já bem antes da sua chegada ao governo federal. Essa reflexão nos levou à constatação de que há graves processos involutivos no Partido. Foi muito doloroso para nós tomar esta decisão, depois de 14 anos de militância e de dedicação ao Partido.


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[minha mensagem de Natal]

Querid@s

Muitas vezes é difícil dizer as coisas que se sente. Porém é possível mostrar em textos, imagens e sons, aquilo que de outro modo ficaria escondido.
Clicando na imagem está o meu Feliz Natal à todos os meus amig@s do TRAMSE e da UFRGS e, em especial, à minha orientadora Carmen e a equipe do [zaptlogs] , companheir@s de mais um ano de jornada.

um lindo 2004,

Suzana Gutierrez


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[Publicada a portaria que cria a Capes do ensino médio]


O 'Diário Oficial' da União divulgou nesta segunda-feira a portaria do ministro da Educação que institui a 'Comissão de Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio e Profissional' (Capemp)

O novo órgão deverá cuidar do desenvolvimento das ações de Formação de Professores de Ensino Médio e de Educação Profissional, bem como do Programa de Formação e Valorização de Professores constantes do Plano Plurianual do MEC.

Ele terá duas subcomissões, a executiva e a técnico-científica.

A subcomissão executiva deve elaborar o regimento interno da Capemp no prazo de 60 dias, a contar da data de sua posse, ainda não marcada.

A Capemp introduzirá programas de pesquisa entre os professores do ensino médio, uma novidade no Brasil bem pouco conhecida no resto do mundo.

:: fonte: Jornal da Ciência 16/12/2003

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[Porto Alegre terá encontro mundial pela paz e contra a guerra]


Marco Aurélio Weissheimer - 12/12/2003

Porto Alegre - A capital gaúcha sediará, de 11 a 13 de fevereiro de 2004, o Encontro Internacional pela Paz e Contra a Guerra. O evento, promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, pretende ser um espaço de balanço, de debate e de formulação de propostas sobre o sistema de poder mundial e sobre o processo do Fórum Social Mundial. As potencialidades e os horizontes futuros do FSM serão analisados a partir da necessidade de integrar o tema da paz e da guerra com o da luta por "um outro mundo possível". O encontro, que será realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), também servirá para as primeiras discussões sobre a organização do FSM 2005, marcado para Porto Alegre.

Entre os palestrantes convidados, já confirmaram presença Tariq Ali, Bernard Cassen, Ignacio Ramonet, Emir Sader, Ana Esther Ceceña, Daniel Bensaid, Atilio Boron, Gilberto Achcar, Meena Menon, João Pedro Stédile, Paulo Vizentini e Beverly Keene. Os debates ocorrerão em torno de seis mesas, com a seguinte programação.

:: informações: pelapazcontraguerra@gp.prefpoa.com.br

:: fonte: Agência Carta Maior

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[trangênicos]


:: o ponto: Um tapa na Ciência brasileira

O controle social da ciência é virtude da modernidade. Tolher seu exercício é burrice. Uma condenação ao passado

Xico Graziano foi presidente do Incra e secretário de Agricultura de SP (xicograziano@terra.com.br). Artigo publicado em "O Globo":

Não teria graça, o Natal, se não fosse a agricultura. Na ceia, fé e esperança se misturam com a comilança. Carnes, frutas e guloseimas recheiam as orações natalinas trazendo o gosto do campo.

No passado, a caça servida espelhava a força bruta do homem. Hoje, saboreia-se pura tecnologia. A refeição é uma vitrina da moderna agropecuária. Nela se referencia, inconsciente, a biotecnologia. Duvida?

Lembre-se do chester, peru parecido com frango. Desenvolvido pelo melhoramento genético, surgiu criado pela tecnologia. O bicho não é transgênico, mas inova no reino dos galináceos.

Nectarina deriva do pêssego, mas parece ameixa. Uvas sem sementes, multicoloridas, provocam o pensamento: antes tudo era 'uva Itália', importada, caríssima. Hoje as delícias se esparramam pelo acalorado noroeste paulista e o árido Nordeste.

Alimentos modificados geneticamente fazem parte da Humanidade há séculos. Os povos ancestrais, ao guardarem a melhor semente para o plantio, sem o saber cultuavam a ciência. Somente há 50 anos, porém, os cientistas começaram a desvendar os profundos mistérios da reprodução, fundando as bases da genética moderna. (leia mais)


:: e o contra-ponto: Professor da UFRGS comenta artigo sobre biotecnologia

Argumentos usados na questão sobre os transgênicos não podem ser vistos exclusivamente sob a ótica de um ou outro lado, nem desvinculados de seus interesses financeiros e políticos

Mensagem enviada por Milton Mendonça Jr., do Depto. de Zoologia do Instituto de Biociências da UFRGS:

Muito interessante o ponto de vista do Sr. Xico Graziano a respeito dos transgênicos e sua aceitação (ou não aceitação) pelo público e setores da sociedade em seu artigo publicado em 'O Globo' e reproduzido no JC de 8/12 (Um tapa na Ciência brasileira).

É preciso realmente estar alerta a ingerências indevidas sobre qualquer setor da sociedade. Mas parece que ele erra o alvo ao dirigir suas críticas.

O controle da sociedade sobre questões 'puramente' técnicas (há questões 'puramente' técnicas, ou uma Ciência 'pura', desvinculada da sociedade?) pode sim ser um entrave num mundo em que a educação científica se resume a repetir fatos e regularidades naturais ao invés de demonstrar como se constrói o conhecimento humano. (leia mais)

>>> fonte: Jornal da Ciência

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[sobre o Ensino]


O problema do ensino básico está em como ensinar ou o que ensinar?

Segundo professores e educadores que participam da Reunião Regional da SBPC no Ceará, há problemas e questões a serem discutidas tanto na prática quanto no conteúdo adotados pelo ensino fundamental e médio no Brasil

Na abertura do evento, em 12/12, o presidente da SBPC, Ennio Candotti, criticou o conteúdo científico dos currículos do ensino médio. 'Nós, do século XX, estamos ensinando a ciência do século XVIII à geração do século XXI', disse. (leia mais)

Ensino médio terá uma Capes para financiar pesquisa e inovação nas escolas

O MEC está criando a Coordenação de Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio e Profissional, informou em Fortaleza o secretário do Ensino Médio e Profissional, Antonio Ibñez Ruiz, na Reunião Regional da SBPC

A estrutura, disse ele, que surgiu de um pleito da SBPC ao presidente Lula, daqui a 50 anos será o que a Capes hoje é para o ensino superior.

O embrião da estrutura de apoio à pesquisa, de acordo com Ibañez, surgiu em agosto com o lançamento de um prêmio para os melhores projetos estaduais de pesquisa. Os ganhadores - um projeto por Estado -, segundo ele, serão anunciados ainda este mês ou no mais tardar em janeiro.

O secretário explica que são projetos de natureza interdisciplinar com foco no trabalho na inovação em pesquisa na escola. O prêmio no valor de R$ 20 mil por projeto, para ele é modesto mas pode agregar orientadores da Universidade. (leia mais)

>>> fonte: Jornal da Ciência

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[Sociólogo Chico de Oliveira sai do PT ]


FRANCISCO DE OLIVEIRA
especial para a Folha de S.Paulo

"A burguesia não pode existir sem revolucionar constantemente os instrumentos de produção e, portanto, as relações de produção, isto é, todo o conjunto das relações sociais. Esta mudança contínua da produção, esta transformação ininterrupta de todo o sistema social, esta agitação, esta perpétua insegurança distinguem a época burguesa das precedentes. Todas as relações sociais tradicionais e estabelecidas, com seu cortejo de noções e idéias antigas e veneráveis, dissolvem-se; e todas as que as substituem envelhecem antes mesmo de poder ossificar-se ."
Marx e Engels, "Manifesto Comunista", 1848 (destaque do autor).

Este artigo consuma meu afastamento do Partido dos Trabalhadores, do qual me desligo formalmente. Aqui não me dirijo a qualquer instância formal do partido, nem aos seus dirigentes no próprio partido e no governo, mas aos petistas e aos cidadãos em geral. Aos primeiros por ter compartilhado com eles a militância durante todos os anos de existência do partido, e aos segundos por serem os únicos detentores formais, pela Constituição, do poder republicano e democrático, aos quais o Partido dos Trabalhadores e seu governo devem obediência.

Ambos confiaram no Partido dos Trabalhadores, seja na condição de militantes e eleitores, seja na condição de cidadãos que permitiram, pela sua reiterada aposta na democracia, a existência do Partido dos Trabalhadores e sua chegada ao Poder Executivo e à maioria na Casa legislativa que representa o povo.

Tenho o direito de cobrar do Partido dos Trabalhadores pelo governo que ele realiza, pela minha condição de militante e de cidadão. E, daqui por diante, exclusivamente pela minha condição de cidadão. (segue)

--

A debanda parece ser grande depois da instauração do processo de expulsão dos radicais. Carlos Nelson Coutinho, Milton Temer e Leandro Konder, encontram-se entre os que abandonam o partido, militantes de mais de 20 anos.

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[Marx em Floripa]


Título da disciplina: Relendo clássicos: Marx e Engels

Disciplina de caráter intensivo

Local onde será ministrada: Florianópolis/SC (em combinação com professores do CED/UFSC).

Professores Responsáveis
Coordenadoras: Drª Marlene Ribeiro e Drª Carmen Lucia Bezerra Machado - PPGEDU/UFRGS

Participação especial: Professores:
Dr. Alceu R. Ferraro - EST; ProfessorTitular aposentado da UFRGS
Dr. Paulo Tumolo e Célia Regina Vendramini - PPGEDU/CED/UFSC


Súmula/ementa:
A construção de conceitos sustentada numa visão materialista histórico-dialética da relação trabalho e capital, em algumas áreas do conhecimento como: política, história, ciência, educação, método, a partir da leitura e debate de algumas obras de Marx e Engels.


:: plano da disciplina >> marxengels.zip

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[Propostas de reforma universitária estão quase concluídas]


As linhas básicas para discussão da reforma das Universidades federais estão traçadas

Na próxima semana, o documento, preparado por um grupo de trabalho, será concluído, disse o ministro da Educação, Cristovam Buarque, em videoconferência, durante a solenidade de comemoração dos três anos do Portal de Periódicos da Capes/MEC, no auditório do edifício-sede do ministério, nesta quarta-feira, em Brasília. (segue)

:: fonte: Jornal da Ciência

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[60 Anos da Faculdade de Filosofia - UFRGS]

O Centro Acadêmico dos Alunos da Filosofia da UFRGS, por ocasião dos 60 Anos da Faculdade de Filosofia, convida para terça-feira, 16/12/2003, as 19h, no Salão de Festas, 2º andar da Reitoria.

Programação do Evento:

:: Abertura: Apresentação do evento pelo Centro Acadêmico da Filosofia – CADAFI e Saudação da Reitora

:: Intervenção dos palestrantes:

Panorama histórico do Institudo de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH-UFRGS)

Professores: Oswaldo Leite (UFRGS) – período 1932-1961

Cirne Lima (UNISINOS)– periodo 1961-1984

José Vicente Tavares (UFRGS) – periodo 1985-2003
:: Intervenção artística: Diotima e o Eros Platônico no texto "O Banquete" – Elizabeth Motta (PUC)

:: Intervenção dos palestrantes:

O conceito de filosofia à luz do diálogo "O Banquete" de Platão

Professora: Kathrin Rosenfield (UFRGS)
:: Intervenção artística: Flautista

:: Intervenção dos palestrantes:

Comentário do diálogo "O Banquete"

Professor: Donaldo Schüler (UFRGS)

Considerações sobre o que é filosofia

Professor: Paulo Faria (UFRGS)

Mediador: Enilson Gonçalves – Presidente do CADAFI
:: Intervenção artística: Encenação da parte final de "O Banquete"


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[Governo assume compromisso de acelerar Reforma Agrária em 2004]


O ano de 2003

Durante este ano, o governo fez muito pouco pela Reforma Agrária. Quase não tivemos desapropriações. Os recursos do crédito do Pronaf e, sobretudo, sua forma de aplicação, não chegaram até os assentados, que passaram o ano, praticamente sem recursos. Poucas obras nos assentamentos. Poucos Estados conseguiram fazer contratos de assistência técnica. Muita burocracia e incompetência no Incra. Falta de recursos em todo governo, que fechou as torneiras dos gastos públicos para sobrar dinheiro para pagar os juros das dívidas interna e externa.

De um compromisso inicial de assentar no mínimo 60 mil famílias, vamos terminar o ano com aproximadamente 10 mil famílias assentadas. Uma vergonha!

Os latifundiários e seus poderes paralelos também agiram. Procuraram utilizar os meios de comunicação, alguns governos estaduais conservadores e seus amigos no poder judiciário, para criminalizar a Reforma Agrária e muitos militantes do MST e dos movimentos sociais amargaram com prisões. Felizmente os tribunais superiores estão corrigindo as perseguições políticas de alguns juízes locais. E conquistamos a liberdade para a maioria de nossos presos políticos.
Mas os trabalhadores não ficaram esperando de braços cruzados. Seguimos nos mobilizando e nos organizando. Pela primeira vez na história do Brasil chegamos a ter quase 200 mil famílias acampadas em todo o país, praticamente um milhão de pessoas, na beira das estradas.

Durante todo o segundo semestre, passamos a pressionar o governo para que elaborasse um Plano Nacional de Reforma Agrária, que representasse as diretrizes do governo para que ela deslanchasse.

Balanço de final de ano

Diante da morosidade do governo em apresentar seu Plano, mais de 1500 trabalhadores iniciaram uma marcha em 10 de novembro, caminhando de Goiânia até Brasília, durante dez dias sem parar. A Marcha foi um sucesso, obteve apoio da sociedade, do PT, de parlamentares e construiu a unidade entre todos os movimentos e entidades do Fórum Nacional de Reforma Agrária.

Com a imensa repercussão, acrescentada a um acampamento organizado pela Contag, realizamos em 20 de novembro, uma grande conferência da terra em Brasília, com mais de 4 mil trabalhadores de quase todos os Estados do Brasil. Lá pudemos discutir, entre nós e com o governo, a necessidade e a natureza do Plano Nacional de Reforma Agrária.

Em 21 de novembro realizamos uma grande audiência pública, com a presença de todos os trabalhadores e trabalhadoras com o Presidente da Republica, que nos visitou em nosso acampamento no parque de exposições da cidade.
A simbologia da visita do Presidente da República representou o compromisso formal do governo em realmente priorizar a Reforma Agrária para 2004.

O presidente reafirmou que a Reforma Agrária é uma questão de honra e que não faltarão recursos para sua implementação. Colocando-se como um verdadeiro militante da causa, como uma necessidade para combater a pobreza e o desemprego.

De parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o evento serviu para que anunciasse o compromisso de:
- Assentar as 200 mil famílias acampadas ao longo do ano de 2004.
- Assentar 550 mil famílias ao longo dos três anos que ainda falta do governo.
- Implementar um plano de recuperação dos assentamentos atuais, atingindo, no mínimo, 400 mil famílias.

Esse anúncio foi encarado pelo MST e pelos movimentos sociais, não como uma promessa, mas como um compromisso.

Agora, todos sabemos que a velocidade e o volume de famílias assentadas e a recuperação da qualidade dos assentamentos não depende apenas da “ vontade política" do governo, mas sobretudo dependerá de nossa capacidade, enquanto movimentos, para seguir organizando os trabalhadores na base, elevar o nível de consciência política e seguir com pressão social, para que o Estado consiga atender as diretrizes políticas que o governo toma.

Assim, esperamos que 2004, seja um ano de avanços e conquistas. Que possamos caminhar mais rápido do que em 2003, rumo a uma Reforma Agrária que resolva os problemas de desemprego e de pobreza no meio rural.

.:: fonte: Boletim do MST

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[Criminalização dos movimentos sociais volta com força ]


Maurício Thuswohl – 11/12/2003

Militantes dos direitos humanos relataram exemplos de criminalização dos movimentos sociais e das camadas economicamente mais baixas durante evento comemorativo do Dia Internacional dos Direitos Humanos, nesta quarta-feira (10/12) no Rio. .:: ler o artigo


[Dona-de-casa e confeiteira fazem análise crítica do Orçamento Participativo]


Marcel Gomes – 10/12/2003

Apesar das cansativas assembléias, de obras que demoram a sair do papel e da própria despolitização do povo, o Orçamento Participativo cumpre sua função de democratizar os recursos públicos, dizem conselheiras. .:: ler o artigo


[Cúpula debate futuro da sociedade da informação ]


Bia Barbosa* - 10/12/2003

Organizada pela ONU, a primeira fase da Cúpula Mundial para a Sociedade da Informação debate, até a próxima sexta-feira, como as tecnologias de informação e comunicação devem ser usadas para diminuir a exclusão social e promover o desenvolvimento dos povos. .:: ler o artigo


[CPMI da Terra é instalada no Congresso]


Ricardo Rodrigues*

Comissão mista instalada nesta terça-feira (9/12) no Senado Federal vai analisar os processos de reforma no campo e na cidade e também as ações dos grupos ligados à questão fundiária no país. .:: ler o artigo


[Setor da educação prepara presente de Natal para Lula]


Da Redação - 10/12/2003

No próximo dia 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá um presente de Natal diferente. Um grupo de entidades da direção da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e de crianças e adolescentes de escolas públicas de Brasília entregará no Palácio do Planalto um pacote gigante.

A caixa estará repleta de cartões postais assinados por cidadãos de todo o país, pedindo a derrubada dos vetos ao PNE (Plano Nacional de Educação). Junto com ela, será entregue uma carta com um balanço crítico do primeiro ano do governo Lula na Educação.

A partir desta quinta-feira (11), também estará disponível no site da Campanha (www.campanhaeducacao.org.br) um cartão postal virtual, para ser enviado à Presidência da República e a senadores e deputados de todo o Brasil. O cartão pede que em 2004 haja mais financiamento para a Educação.

fonte: Agência Carta Maior

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[Mídia entra na agenda política dos movimentos sociais]


Democratização dos meios de comunicação, tentativa de criminalização das lutas sociais e negociações das grandes empresas de mídia com o governo federal serão temas centrais em 2004, garantem lideranças dos movimentos sociais.

Marco Aurélio Weissheimer – 7/12/2003

Porto Alegre – Está em curso no Rio Grande do Sul uma mobilização, que pretende estender-se nacionalmente, em defesa da democratização dos meios de comunicação e contra o processo de criminalização dos movimentos sociais. A iniciativa é da recém-criada Coordenação dos Movimentos Sociais, que reúne entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entre outras. O movimento tem uma agenda regional, relacionada à luta contra o monopólio exercido pelo Grupo RBS no Estado, e uma nacional, que diz respeito principalmente à crise financeira das grandes empresas de comunicação e à operação de socorro (já batizada pela imprensa de Promídia) que estaria sendo articulada junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

:: leia na íntegra na Agência Carta Maior

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[A universidade e a aranha surda]


08/12/03

Paulo Cesar Marques da Silva*

Dia desses meu filho de oito anos chegou em casa contando uma piada. Era a história de um cientista que ia arrancando uma a uma as patas de uma aranha e lhe ordenava que andasse após cada amputação. Depois de arrancar-lhe a última pata, como o animal não mais se movia, o cientista concluiu: aranhas sem patas ficam surdas.

A série de fatos dos últimos dias me fez lembrar dessa história. Primeiro foi a divulgação do documento "Gasto Social do Governo Central" pelo Ministério da Fazenda, que - entre outros diagnósticos idênticos aos que o Banco Mundial recorrentemente faz dos países chamados emergentes - acusa a universidade pública de gastar dinheiro dos pobres para melhorar a condição dos ricos. O ataque foi tão forte que reações vieram até mesmo do Prof. Cristóvam Buarque, que - parodiando o ex-ministro Eduardo Portela - é nosso colega de UnB e está ministro da Educação.

Depois veio o próprio ministro Cristóvam reclamar da falta de tensão ideológica na universidade brasileira e, chegando ao limite de seu conhecido espírito provocador, duvidar de alguma prisão na academia se houvesse hoje um golpe militar. Considerando que o Ministério da Educação estava realizando um seminário para discutir a universidade no século XXI, co-patrocinado pelo Banco Mundial e outros aliados do capital, para o qual nehuma das entidades representativas do campo do trabalho foi convidada, fiquei pensando se o ministro Cristóvam não estava mandando um recado para o Prof. Cristóvam...

Para desejar um bom fim de semana, o escolhido foi o onipotente ministro da Casa Civil, que demonstrou ser também onisciente: ele já sabe o que a comissão interministerial proporá para reformar a universidade, quando até altos quadros do MEC parecem não ter a menor idéia do que isso será. E no melhor estilo de paquiderme em loja de cristais, inaugura com um "o pau vai comer" o processo de debate em torno do que só confidenciou à onipresente Miriam Leitão.

Para coroar o processo, faltava a reportagem investigativa - independente e isenta como de costume - de algum veículo da chamada grande imprensa. Coube ao Correio Braziliense a nobre tarefa. A principal matéria de capa de sua edição do domingo 7 de dezembro é um primor. Aos olhos do jornal, a crise da UnB é fruto de uma apatia generalizada, de um pacto de mediocridade, do descompromisso e da picaretagem. Entre outros elementos a se estranhar, caberia perguntar por que o jornal não procurou, desta vez, a ADUnB, o DCE ou o SINTFUB, se em outras ocasiões as entidades são sempre ouvidas sobre tais temas. Inevitável relacionar matérias assim ao fato de uns e outros não enxergarem tensão ideológica na universidade.

(Incidentalmente, é de se perguntar também por que um jornal que nos vê assim - picaretas descomprometidos - recorre com tanta assiduidade às opiniões dos especialistas e aos resultados das pesquisas que essa universidade realiza.)

Mas, voltando ao assunto principal, é triste constatarmos a conspiração que se constrói contra a Universidade Pública. É bem verdade que não se trata de uma política inaugurada pelo atual governo. Mas deste, que encheu de esperança toda a nação, esperava-se a defesa do patrimônio social que a Universidade Pública representa. Em vez disso, trama-se matá-la por desnutrição e asfixia. Ou haveria outra razão para cortar-lhe os repasses orçamentários, impedir que os quadros sejam repostos - mesmo em caso de morte ou aposentadoria, por sinal esta última estimulada pela reforma da Previdência - e desgastar sua imagem junto à sociedade?

A Universidade Pública não pode contratar docentes ou técnicos, não pode pagar suas contas de luz, água e telefone, não pode renovar o acervo de suas bibliotecas. Ainda assim responde como pode às demandas da sociedade. O próprio Correio Braziliense admite que, com o mesmo número de professores de 12 anos atrás, o sistema federal de ensino superior passou de 56 para 73 instituições e atende hoje a 530 mil estudantes, contra 320 mil em 1991. O sistema de avaliação do MEC, com todos os seus defeitos, desenhado no governo passado para ressaltar as vantagens do sistema privado, mostra a superioridade do sistema público de ensino superior.

O respeito e o reconhecimento que a sociedade tem à Universidade Pública são como a última pata da aranha. O governo, os organismos financeiros internacionais e a grande imprensa estão firmemente empenhados em amputá-la. Essa junta parece disposta a usar qualquer instrumento cirúrgico para que o assassinato pareça suicídio. Cabe à sociedade lutar para preservar seu patrimônio. De nossa parte, estamos dispostos a ir à luta. Se é hora do "pau comer" que se preparem os donos do machado. Guardaremos nossa apatia para certas candidaturas de 2006.

*Professor Doutor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB e presidente da ADUnB - Seção Sindical dos Docentes da UnB (gestão 2002-2004)

:: publicado originalmente pela ADUNB



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[Carla Búrigo]


Hoje tivemos o prazer e o privilégio de assitir a defesa de uma tese de doutorado que certamente se insere no rol dos trabalhos mais sérios, cuidadosos e que, em muito, contribuirá para todos os estudos feitos sobre a Universidade. Com o título de: O trabalho acadêmico do professor universitário no processo de desenvolvimento do espaço publico na Universidade Federal: um estudo de caso na UFSC e na UFRGS, sob a orientação do professor Augusto Triviños e co-orientação da professora Carmen Lucia Machado, foi aprovada com conceito A e distinção pela banca composta pelos Professores Doutores Marlene Ribeiro, Martin Rodriguez Rojo, Leda Scheibe, Jussara Gue Martini.
Parabéns pelo merecido título, Carla!

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[socializando idéias]


Sonia e demais participantes no Salão de Iniciação Científica.

Hoje, muito se fala em sociedade da informação / sociedade do conhecimento porém, deixando de lado a ideologia que envolve estes termos nas suas mais variadas acepções, constata-se que as pequenas ações de realmente colaborar, de dividir, de socializar o conhecimento e a informação ficam esquecidas. Guardadas em trabalhos engavetados e restritos à congressos e feiras, não chegam ao conhecimento de todos a quem poderiam beneficiar e motivar.
Escrever sobre nossas experiências, divulgar nossas idéias, abrí-las a colaboração e a interação com outras vozes é um dos atributos mais ricos que a tecnologia pode nos trazer.
A par de ser um enorme propulsor de um certo tipo de globalisação, o aparato tecnológico, nos seus interstícios e nos espaços de criatividade e de práticas que engendra, é, também, um reduto de resistência à exploração e a dominação ainda tão presentes. É, ainda, um espaço de luta que cabe ser aproveitado e assumido em toda a sua potencialidade. Um espaço de construção de uma outra globalisação: a do conhecimento socialmente construído e distribuído, a da solidariedade, da colaboração.
É neste espírito que incentivei que vocês blogassem suas impressões, idéias e projetos, usando este espaço e o de seus blogs pessoais para se constituirem partícipes de um ovo projeto de docência, uma docência como movimento social que balance os alicerces das práticas inertes e cristalizadas, que revitalize as práticas educativas realmente revolucionárias. O espaço de um educador que ultrapasse os chavões de sacerdote, tio/tia, mãe/pai, guru intelectual e se constitua num educador-pesquisador, militante de uma nova educação para um novo mundo.

Sei que todas vocês participantes deste evento, apresentadores de trabalho, companheiros de pesquisa, assistentes tem muito a dizer. Então digam, pois cada voz é necessária.
Como diz um parceiro de internet: a revolução não será televisionada, ela já está na rua, na voz e na ação de cada um de nós.


:: postado originalmente no [zaptlogs], mas extensivo à todos pesquisadores, estudantes, autores.

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[O "olhar branco"]


Por MARCELO HENRIQUE ROMANO TRAGTENBERG
Doutor em Física pela USP, com pós-doutorado pela Universidade de Oxford, Professor do Depto. de Física da UFSC, Membro dos Grupos de Trabalho de Etnia, Gênero e Classe da ANDES-SN e da APUFSC

“Claro que todas as pessoas brancas são racistas” é o título instigante de um artigo do jornal inglês “The Guardian” de 03/07/2002, onde o autor mostra como se constrói desde cedo um “olhar branco”. Nos melhores postos da sociedade estão os brancos. Os negros estão nos piores, e são muitas vezes ligados a crimes. Mesmo os brancos que, conscientemente não crêem que os negros sejam inferiores, constroem imagens negativas inconscientes dos negros. Não se trata de atribuir culpa a ninguém, mas este “olhar branco” dos que detêm os postos de decisão social ajuda a reproduzir desigualdades raciais.

E na pátria amada, Brasil?

:: continua na Revista Espaço Acadêmico

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[Menin@s de Rua: um olhar político-pedagógico crítico]


Resenha do livro:
ROSSATO, Geovanio Edervaldo. Menin@s de Rua: Representações Políticas. Maringá: Editora Massoni, 2003, 146 p.

Por
ANTONIO OZAÍ DA SILVA
Professor no Departamento de Ciências Sociais (Universidade Estadual de Maringá), doutorando em educação (FEUSP) e membro do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS/PUC-SP)

:: leia na Revista Espaço Acadêmico

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[O que é esclarecimento?]


por IMMANUEL KANT
Apresentação, tradução e notas: Alexander Martins Vianna (Departamento de História – FEUDUC)

"Immanuel Kant (1724-1804) era fascinado pela ciência newtoniana, que vinha se desenvolvendo desde meados do século XVII. Ele quis levar seu rigor – e, possivelmente, seu progresso – para todos os nichos da filosofia: ética, epistemologia e, especialmente, metafísica. No coração de sua “revolução copernicana” em filosofia estava a sua crença nas propriedades inatas da mente – as regras de seleção e combinação dos dados do sentido – de regrar a construção humana do senso de realidade. Ele acreditava que, se efetivamente nós pensamos, temos também a faculdade de intuição, através da qual entendemos, por exemplo, o espaço e nossa posição dentro dele. A intuição de espaço e lugar relaciona-se com a tentativa de Kant de construir um sistema ético iluminista. Ele acreditava que o ser humano possuía um senso moral interior que podia ser refinado, um conhecimento que podia se traduzir em comportamento. Ele mesmo se perguntava: “Tenho eu um sentimento não meramente centrado em meu interesse mas também um sentimento desinteressado concernente aos outros? Sim”. O desafio ético era justamente conseguir alcançar um equilíbrio entre interesse particular e benevolência, o que ocupou a maior parte de seus escritos e sua vida de professor."

:: leia na íntegra na Revista Espaço Acadêmico

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[Bases freireanas: falar de Freire, falar feito Freire ou deixar falar?]


por VIRGINIA MACHADO
Professora do Departamento de Educação e Ciências do Comportamento da Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Linha de pesquisa: Educação e Trabalho

Resumo: O texto traz uma reflexão, ainda em construção, sobre as incoerências observadas em nossa prática de ensino superior com relação ao uso da obra de Paulo Freire. Quer se demonstrar um cotidiano que tenta escamotear esta incoerência, em nome de Freire, quando se trata da “formação” de pedagogos e pedagogas, onde a presença deste autor é condição necessária, explícita ou implícita, no panorama histórico-cultural dos cursos de Pedagogia.

Palavras-chave: diálogo, metodologia de ensino superior, compreensão, cotidiano

:: leia o artigo publicado na Revista Espaço Acadêmico.

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[Novo impasse Norte-Sul]

Termina sem consenso a pré-Conferência de Informação. Ricos não aceitam gestão internacional da internet, nem fundo para democratizar a comunicação

Daniel Merli, Planeta Porto Alegre


Mais uma reunião internacional terminou sem acordo entre os países empobrecidos do Sul do planeta e os ricos do Norte. Depois do impasse, em Cancún, da reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC), foi a vez do encontro preparatório à Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI). A cúpula acontece de 10 a 12 de dezembro, em Genebra, promovida pela Unesco – o braço da ONU para temas de cultura, educação e ciência – e pela União Internacional de Telecomunicações – que une empresas do setor e governos.

A reunião prévia encerrou-se sexta-feira passada sem alcançar seu objetivo. Houve consenso em apenas 15% do esboço dos dois textos que devem ser debatidos na Cúpula – a Declaração de Princípios e o Plano de Ação.

O principal ponto de discórdia é a gestão da internet. Atualmente, os endereços e páginas eletrônicas são administrados, em última instância, pela Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Icann, pela sigla em inglês) – uma instituição privada sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos. Segundo a agência IPS, vários governos, principalmente os da China, Brasil, Índia e Quênia exigiram que a rede fosse administrada por uma organização internacional ligada à ONU. A proposta foi rechaçada pelo representante da Casa Branca.

Outra trincheira em disputa é a criação do Fundo de Solidariedade Digital – um financiamento internacional para desenvolver e democratizar as tecnologias de comunicação nos países do Sul. A proposta, apresentada por Senegal, é apoiada por vários países africanos e organizações não-governamentais (ONGs). No entanto, a idéia foi rejeitada, em uníssono, pelos países que detêm as principais empresas de comunicação – e as patentes sobre sua produção: Estados Unidos, União Européia, Canadá e Japão.


Publicado em Porto Alegre 2003: 05/12/2003

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imagem de www.livrariasaraiva.com.br
[O NOVO REORDENAMENTO DA EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO BRASIL]


O Núcleo de Estudos, Pesquisas e Experiências em Trabalho, Movimentos Sociais e Educação - TRAMSE tem o prazer de convidar para a exposição e o debate sobre O Novo Reordenamento da Educação Média e Tecnológica do Brasil, com a Profa. Dra. ACÁCIA ZENEIDA KUENZER.


A atividade será realizada dia 10 de dezembro de 2003, quarta-feira, no horário das 16:00 horas às 18:00 horas, na sala 703, 7º andar da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Jorge Alberto Rosa Ribeiro - Coordenador

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[contradições]


Futuro da produção científica no país é feminino

As mulheres já são maioria nos cursos de graduação e mestrado

Roberta Jansen escreve para 'O Globo':

As mulheres chegaram ao século XXI com escolaridade superior à dos homens. As estatísticas se refletem no aumento da participação feminina na produção científica nacional: elas já são maioria nos cursos de graduação e no mestrado.

Se os homens ainda detêm a maior parte das vagas de doutorado e de pesquisa, especialistas mostram que a tendência deve ser revertida em breve e que a feminilização da ciência no Brasil é uma questão de tempo.

(segue no Jornal da Ciência - 01/12/2003)


Enquanto isso, no Colóquio Internacional: Políticas Públicas, Pobreza e Exclusão Social, na UNUJUÍ, nas trinta e quatro conferências e mesas, vinte e cinco foram com palestrantes homens e nove, apenas, com palestrantes mulheres. Na primeira conferência de quinta-feira, a mesa estava composta por quatro homens e uma mulher.
Como entender que, num evento onde a maioria dos participantes (e dos organizadores) são mulheres (numa proporção de mais ou menos 12 para cada homem), a maioria dos conferencistas sejam homens?

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